← NEGOCIAÇÕES DO ACT 17/18 ACONTECEM DE 18 A 22/09

ACORDO SERÁ NEGOCIADO COM A COPEL SOB PRESSÃO DE INTERESSES PODEROSOS

charge 5Não está fácil o ambiente da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 17/18. O blog COLETIVO alerta para interesses que estão pressionando o ambiente e a gestão da empresa, exigindo a atenção dos copelianos e copelianas.

O CONTROLE DO GOVERNO ESTADUAL

Desde 2016, as negociações de acordos coletivos e de PLR no Paraná precisam passar pelo crivo do CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, instituído pela vontade do governador Beto Richa, através da Lei 18875, de setembro/2016. Esse Comitê tem como atribuição estabelecer diretrizes e controlar as atividades e o desempenho das empresas públicas e de economia mista do Paraná. Na prática, o que o CCEE vem fazendo é forçar as empresas a limitarem gastos com pessoal.

Outro risco é a sanha de Beto Richa em fazer caixa às custas da Copel. Já comprometeu investimentos previstos na empresa ao ampliar de 25% para 50% a distribuição dos lucros de 2016 para acionistas, porque quis fazer caixa para o governo.

A isso se soma que, em 2016, o governo paranaense deixou de pagar R$ 250 milhões em parcelas que deve para a Copel, referentes uma dívida de R$ 1,4 bilhão, com vencimento em 2025. Esses dados foram apurados e revelados pelo deputado Tadeu Veneri (PT). Como resultado dessa falta de pagamento, a Copel, pela primeira vez, cortou o repasse de dividendos de lucro ao governo estadual, correspondente a R$ 83,7 milhões, dos lucros de 2016.

Ainda vindo do governo estadual, há o risco, especulado na imprensa no início de junho deste ano, de que o governo promova nova oferta de ações da Copel no mercado, o que pode comprometer o controle acionário e jogar a Copel nas mãos da iniciativa privada.

O PODER E OS INTERESSES DA ANEEL

Por fim, há também as ameaças vindas da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, de não renovar a concessão da Copel DIS, caso não se diminua seus custos. A ameaça é real e tem sido reforçada pelos representantes da Copel aos sindicatos, em seguidas reuniões onde se discute as metas da PLR. Tanto que a posição da Copel tem puxado a corda para melhorar metas ligadas à distribuição.

Para os sindicatos do COLETIVO CSEC, é uma situação um tanto contraditória que a Copel, sendo eleita a melhor distribuidora de energia do país pela sexta vez nos sete últimos anos pelo prêmio Abradee, esteja correndo riscos de perder sua concessão. Esse prêmio representa a qualidade percebida em quesitos como fornecimento de energia e atendimento ao consumidor.

A única coisa que explica o risco vivido pela Copel DIS é que a ANEEL, guiada por critérios de mercado, olha para gastos com empregados como defeito e não como fator de qualidade. Com uma orientação empresarial, esse órgão regulador não quer perceber que se a empresa jogar para baixo o tratamento ao quadro de empregados, vai estar esvaziando o próprio espírito empreendedor que move sua qualidade.

RISCOS A UMA NEGOCIAÇÃO VERDADEIRA

somar por elaEm comum, tanto os interesses do governo estadual quanto os da ANEEL atuam contra uma negociação livre e verdadeira entre os sindicatos e a empresa. Ao falar em diminuir custos com pessoal, tanto a CCEE quanto a ANEEL olham friamente para os números, sem perceber que a Copel só é o que é pelo empenho e compromisso de seus trabalhadores, ao longo de muitas décadas.

Nossa luta no ACT 17/18 é por uma negociação de verdade, onde a Copel e seus trabalhadores não sejam tratados como brinquedos de governantes de ocasião e de interesses de mercado.

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Um comentário

  1. HOJE 03/10/2017 ESTAMOS COM AS REUNIÕES COPEL E SINDICATOS FINALIZADAS E COM AS ASSEMBLEIAS JÁ AGENDADAS E AINDA NÃO RECEBEMOS A PAUTA TODA.
    A COPEL ENVIOU UMA PAUTA RESUMIDA DO ACT 17/18.
    O QUE QUEREMOS É A PAUTA COMPLETA PARA VERIFICAÇÃO DAS ARMADILHAS EMBUTIDAS.
    NÃO TEM NADA ESCRITO A RESPEITO DA ESTABILIDADE E OUTRAS REIVINDICAÇÕES JÁ GANHAS NO PASSADO E QUE PODEM ESTAR SENDO SUPRIMIDAS DESTE NOVO ACT.

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