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APURAÇÃO DAS ASSEMBLEIAS SERÁ NA QUARTA, 24/10, AS 14 HORAS

apuraçãoOlá Copelianos e Copelianas

A apuração dos resultados das assembleias de avaliação da proposta da Copel para o ACT 18/19, que estava prevista para esta segunda, 22/10, foi adiada para quarta-feira, 24/10, com início as 14h no Km 3, em Curitiba.

A mudança para o dia 24 se deu em razão das fortes chuvas na região de Londrina, que levaram o Sindel – Sindicato dos Eletricitários de Londrina e Região, a alterar o calendário de suas assembleias, transferindo para o dia 20 parte das que estavam previstas para o dia 19.

Muitos não poderiam participar por estarem ocupados pelas situações geradas pela forte chuva. Ao modificar o calendário, o Sindel quer garantir aos copelianos o direito de se informar e dar seu voto em relação a proposta.

Os resultados serão imediatamente comunicados, na quarta-feira.

A LUTA É DE TODOS E ORGANIZAÇÃO É FUNDAMENTAL!!

DECISÃO SOBRE O ACT 18/19: HORA DE CADA UM FAZER SUA PARTE!

participar

Estão em andamento, até 19/10, as assembleias onde os copelianos avaliarão e decidirão sobre a proposta a que a Copel chegou visando o ACT 18/19. No dia 22, no período da tarde, elas serão apuradas no Km 3, em Curitiba. O resultado será unificado, ou seja, sairá da soma de votos das assembleias de todo Paraná.

É importante que todos participem, opinem e somem nessa luta. Desde muito antes do início das negociações, estamos insistindo que ORGANIZAÇÃO É FUNDAMENTAL para termos força. E continua sendo!

Até a Copel chegar a esta proposta, foram realizadas três rodadas de negociação. Os sindicatos relataram e deixaram muito claro, antes, durante e após as rodadas de negociação, quais foram suas posições.

Podemos resumir as posições defendidas pelos sindicatos nas negociações em alguns eixos principais:

1- Defender um ajuste salarial e remuneratório que recompensasse a produtividade dos copelianos, cada vez mais exigida. Nossa pauta reivindicou:

– Ajuste salarial de 6%, mais dois steps da tabela salarial para todos os empregados;

– Abono de 2,0 remunerações individuais do empregado, acrescido do valor fixo de R$ 6.000,00 ;

– Correções acima do INPC em todos os auxílios e benefícios.

2- Defender o emprego contra demissões imotivadas, avaliações feitas unilateralmente e procedimentos administrativos feitos à revelia. Isso se traduzia em mais de uma dezena de itens da pauta de reivindicações, passando pela garantia de emprego, pelo sistema de avaliação de desempenho, pelo fim de transferências feitas unilateralmente, pelo direito de defesa do empregado nas avaliações de deempenho, pelo direito de compensar horas extras, etc.

3- Preocupação em garantir os direitos conquistados ao longo do tempo, diante das mudanças na legislação trabalhista, que não os garante mais, a menos que constem expressamente em Acordo.

As discussões em mesa de negociação foram grandes, com os dois lados apresentando dados e muito debate. Os sindicatos RECUSARAM EM MESA a primeira proposta remuneratória. Disseram NÃO igualmente para a segunda e exigiram que diretores viessem para a mesa de negociação, sendo então apresentada essa terceira proposta, que está em avaliação nas assembleias.

Divulgamos no link abaixo a ata das reuniões de negociação. Embora ela seja um relato geral, muito resumido, é importante para saber as diferenças de posição entre os sindicatos e a empresa e também como foi o andamento das reuniões.

Para ler a ata na íntegra, clique aqui: ATA ACT 2018_2019 outubro 

ASSEMBLEIAS AVALIARÃO PROPOSTA DA COPEL ATÉ 19/10, EM TODO ESTADO

cal assA proposta a que a Copel chegou nas negociações será agora submetida à avaliação dos copelianos e copelianas nas assembleias sindicais. As assembleias acontecerão até 19 de outubro, em várias localidades do Paraná.

Agora é a hora de se esclarecer, de debater e de tomar uma posição. As assembleias são o lugar para isso. É nelas que se decide e participar é fundamental para que a decisão seja efetivamente da maioria.

As assembleias são organizadas por cada entidade sindical, mas os resultados serão somados unificadamente. Acontece assim: os votos favoráveis, contrários, brancos ou nulos , são coletados em urna e lacrados.

No dia 22 de outubro, a partir das 14 horas, no Km 3, em Curitiba, as urnas serão abertas e os votos serão apurados e somados, saindo dessa soma a decisão dos trabalhadores.

 CONFIRA O CALENDÁRIO DAS ASSEMBLEIAS:

ASSEMBLEIAS DO STEEM (MARINGÁ E REGIÃO)

DATA LOCAL HORÁRIO
15/10 Cianorte – Sind. Alimentação – Av. Espírito Santo, 660 18:30h
17/10 Campo Mourão – Rua São José, 70 – Copel Clube de CMO 18:30h
17/10 Umuarama – Rua José Dias Lopes, s/n – CCERU 18:30h
18/10 Paranavaí – Av Gabriel Eperidião, s/n – Clube Copel 18:30h
18/10 Maringá – Rua Caxambu, 338 – ARCOM Clube 18:30h

ASSEMBLEIAS DO SINDEL (LONDRINA E REGIÃO)

DATA LOCAL HORÁRIO
11/10 Apucarana – Copel 8:00h
11/10 Jandaia do Sul – Copel 11:00h
11/10 BSU/SPI/SJI – Copel 13:00h
15/10 Arapongas – Copel 8:00h
15/10 SFE/LBO – Copel 11:00h
15/10 AST/IGU – Copel 17:00h
15/10 MAN/ALMAXOR/ELETROMECÂNICA – Copel Corruíras 8:00h
16/10 Cambé – Copel 8:00h
16/10 BVP/ALS/PMA –  Copel 11:00h
16/10 Ibiporã – Copel 8:00h
16/10 Assaí – Copel 11:00h
16/10 Atendimento Londrina – Copel Cincão 17:00h
17/10 Faxinal – Copel 8:00h
17/10 Manoel Ribas – Copel 11:00h
17/10 Cândido de Abreu – Copel 17:00h
17/10 Rolândia – Copel 8:00h
17/10 Jaguapitã – Copel 11:00h
17/10 CES/POR/FLO/CGI/SIC 17:00h
18/10 Ivaiporâ – Copel 8:00h
18/10 Borrazópolis – Copel 11:00h
18/10 Tamarana – Copel 17:00H
19/10 Agência Londrina – Copel 8:00h
19/10 Sede do Sindel – Londrina 17:30h

ASSEMBLEIAS DO SINEL (PONTA GROSSA)

DATA LOCAL HORÁRIO
18/10 Divisão de Transmissão Centro Sul, na Rua Moserote, 165, Jardim Santa Mônica 8:00h
18/10 Almoxarifado Dis. na Rua Charles Louis Jean Renault, 485, Parque Santa Lúcia 10:00h
18/10 Polo de Manutenção da Visconde de Mauá, na Avenida Visconde de Mauá, 1133, Vila Oficinas 17:00h
19/10 CTE Pgo, Rua Monte Alverne, 644, Jardim Carvalho 08:00h
19/10 Distrital Distribuição Centro Sul, na rua Joaquim Nabuco, 184 17:00h

ASSEMBLEIAS DO STIECP (CORNÉLIO PROCÓPIO E REGIÃO)

DATA LOCAL HORÁRIO
16/10 Jaguariaiva – Pátio da Empresa 13:00h
16/10 Wenceslau Braz – Pátio da Empresa 15:00h
16/10 Siqueira Campos – Pátio da Empresa 18:00h
17/10 SE-FRA – Pátio da Empresa 10:00h
17/10 Ibaiti – Pátio da Empresa 13:00h
17/10 Santo Antônio da Platina – Pátio da Empresa 18:00h
18/10 Bandeirantes – Pátio da Empresa 13:00h
18/10 Cornélio Procópio – Pátio da Empresa 17:00h

ASSEMBLEIAS DO SINDENEL (CURITIBA)

DATA LOCAL HORÁRIO
09/10 Agência Sítio Cercado 17:00h
10/10 Santa Quitéria 17:00h
11/10 Km3 12:00h
15/10 Agência Centro 08:00h
15/10 Edifício SEDE 12:00h
16/10 Padre Agostinho 12:00h
16/10 Atuba 17:00h
17/10 KM 0 ( Copel Barigui ) 08:00h
18/10 Sede do SINDENEL 08:30h

ASSEMBLEIAS DO SINDELPAR (VÁRIAS LOCALIDADES DO ESTADO)

DATA LOCAL HORÁRIO
09/10 Araucária 08:00h
09/10 Fazenda Rio Grande 13:00h
09/10 São José dos Pinhais 17:00h
10/10 Pinhais 08:30h
10/10 Antonina 08:30h
10/10 GPS 10:30h
10/10 Almirante Tamandaré 13:00h
10/10 Guaratuba 17:00h
10/10 Paranaguá 13:00h
11/10 Castro 13:00h
11/10 Telêmaco Borba 17:00h
15/10 Francisco Beltrão 08:00h
15/10 Pato Branco 11:00h
15/10 Pato Branco – SE 13:30h
16/10 Dois Vizinhos 08:30h
16/10 Usina Salto de Caxias 10:30h
16/10 Realeza 13:30h

ASSEMBLEIAS DO SINTEC

DATA LOCAL HORÁRIO
11/10 Maringá – Agência 17:30h
15/10 Fco Beltrão – Agência 08:00h
15/10 Pato Branco – Condomínio 11:00h
15/10 Pato Branco – Subestação 13:30h
15/10 Umuarama – Condomínio 17:30h
16/10 Dois Vizinhos – Agência 08:30h
16/10 Salto Caxias – Usina 10:30h
16/10 Realeza – Agência 13:30h
16/10 Campo Mourão – Agência 17:10h
17/10 Foz do Iguaçu – Agência 08:30h
17/10 Medianeira  – Agência 13:30h
17/10 Toledo – Agência 17:00h
18/10 Cascavel – Agência 08:30h
18/10 Londrina – Agência 17:00h

 

HORA DE AJUSTE SALARIAL E ABONO BOM

Até agora, a proposta da salarial da Copel está assim:

não dá 2– Reajuste salarial pelo INPC:

  • A empresa estima que o INPC acumulado de outubro/17 até setembro/18 fique em 3,64%;
  • A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%.

A reivindicação da  pauta dos copelianos é  um reajuste salarial de 6%.

não dá 3– A proposta de abono salarial da Copel é de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27.

Essa proposta é MUITO INFERIOR ao que reivindicamos na pauta: abono de duas remunerações, mais o fixo de R$ 6.000,00. É inclusive MUITO INFERIOR ao valor pago no ano passado.

Para os sindicatos, há necessidade de um ajuste salarial acima da inflação e de um abono bom, que compensem perdas e recompensem a produtividade maior dos empregados.

De 1994 até 2017, houve uma inflação de 423,24%, enquanto os salários na Copel foram reajustados em 359,72%. Há um resíduo inflacionário que não foi reposto aos salários, de 13,82%. Além disso, nos últimos anos os copelianos tiveram que produzir ainda mais, com metas crescentes e menos empregados.

A proposta salarial voltará a ser negociada entre os sindicatos e a empresa dia 26/09. É importante que copelianos e copelianas deixem claro seu descontentamento e a expectativa de melhoria da proposta.

A SITUAÇÃO DA EMPRESA VAI MUITO BEM ESSE ANO

O lucro líquido da Copel em 2017 cresceu para R$ 1 bilhão, 118 milhões e 255 mil. Se no período 2015/2016 houve baixa de -30,90%, o período 2016/2017 mostrou recuperação de 27,88% nessa margem de lucro.

O patrimônio líquido da empresa vem crescendo ano a ano, sem quedas. Em 2017, o patrimônio correspondeu a R$15 bilhões, 510, milhões e 503 mil. No período 2016/2017, cresceu mais 3,55%.

A receita operacional da empresa saiu de um momento negativo em 2015/16, de -11,04%, para um crescimento de 7,04% em 2016/17.

Em resumo:

#ASSIMNÃODÁ     PRECISA MELHORAR!!

SINDICATOS ENFATIZAM DEFESA DO BEM-ESTAR DOS TRABALHADORES, NO SEGUNDO DIA DE NEGOCIAÇÕES

Publicado em 12 de setembro de 2018por coletivocopel

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Nas duas primeiras fotos, visão panorâmica da mesa de negociações

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No detalhe, os representantes da Copel  na negociação

As negociações do ACT 18/19 entre os sindicatos e a Copel continuaram nesta quarta-feira, 12/09, ocupando toda manhã e também o período da tarde. Elas passaram por vários temas da Pauta Unificada de Reivindicações dos Copelianos, mas não adentraram ainda as questões salariais e remuneratórias.

Com a nova realidade criada pela reforma trabalhista, onde não há mais o direito à ultratividade. Direitos anteriormente conquistados não ficam garantidos, a não ser que isto esteja registrado em Acordos Coletivos. Uma das preocupações dos sindicatos é garanti-los. Por isso, 24 itens da pauta de reivindicações visam registrar essa garantia.

Nas negociações, há concordância da Copel em manter sem alterações as seguintes conquistas, como estão previstas: abrangência anual do Acordo Coletivo; descontos específicos no salário do empregado; descontos diversos em favor dos Sindicatos; data de pagamento de salário; garantia do valor líquido mensal nos salários; antecipação do décimo terceiro salário; remuneração das horas extraordinárias; pagamento de adicional noturno; pagamento de insalubridade; pagamento de adicional de penosidade; assistência jurídica ao empregado em situações de serviço; condições de redução de jornada e salário; garantias de manutenção do quadro funcional; jornada semanal legal; compensação do expediente mediante folga; sistema de registro de ponto; adiantamento de férias; licença nojo; condições de ampliação das licenças maternidade e paternidade; licença para trabalhadoras vítimas de violência doméstica; as reuniões quadrimestrais de negociação das condições de trabalho, saúde e segurança e a manutenção do patrocínio da Copel à Fundação Copel.

A Copel já sinalizou que não concorda com algumas das cláusulas da pauta que reivindicam novos direitos: a garantia de emprego contra demissões sem justa causa; o piso salarial mínimo para os engenheiros; a eleição pelos empregados de cargos de direção da Fundação Copel; a alteração do intervalo de almoço e a inclusão de pais como dependentes no plano de saúde.

COMPENSAÇÃO E TRANSFERÊNCIAS, OS PONTOS MAIS DISCUTIDOS

Um dos pontos mais debatidos na negociação até agora está relacionada à mobilidade e transferência de pessoal, o que tem se tornado preocupante atualmente para os copelianos, com a centralização de operações em Curitiba.

A Copel não concorda com a Cláusula 41 da Pauta de Reivindicações, que pretende que a movimentação funcional só aconteça com anuência dos empregados e dos sindicatos, e sugere que a cláusula seja extinta do Acordo. Os sindicatos defendem que a Cláusula atualmente existente no Acordo seja mantida. A Copel concordou em mantê-la com modificações.

A Copel coloca a centralização de operações na Capital como uma necessidade premente de contenção de custos e ajuste a novas tecnologias disponíveis para o setor, o que gera essas exigências da parte dos órgãos reguladores das concessões.

Os sindicatos cobram da empresa que os empregados sejam ouvidos e que se busque evitar que suas vidas sejam desestruturadas pelas transferências. Os representantes da Copel fizeram longa explanações sobre os critérios e formas desses procedimentos, no sentido de considerar critérios que evitem esses transtornos, tanto quanto possível.

O outro ponto dos mais discutidos até agora nas negociações é a reivindicação de Compensação de horas extraordinárias e sobreaviso, prevista na Cláusula 16 da Pauta de Reivindicações. A Copel quer retirar a possibilidade do empregado compensar horas e pretende pagar as horas extras realizadas. A empresa alega necessidade de diminuir passivos trabalhistas, muitos deles relacionados a questão de horas extras.

Os Sindicatos não concordam com a empresa. Consideram que não é o direito a compensação que gera ações trabalhistas, mas o tratamento dado pela empresa ao assunto. Argumentaram na reunião que é possível fazer adequações e garantir o direito, principalmente agora que os acordos coletivos têm força de lei.

Com a argumentação dos sindicatos, a empresa se mostra disposta a discutir uma forma de regulamentar o assunto, com a possibilidade de compensação. Essa questão será retomada na negociação.

Uma preocupação grande dos sindicatos, que se manifesta tanto nesse ponto como em questão de escalas de sobreaviso, é a sobrecarga de trabalho de empregados, em especial eletricistas. Na prática, a sobrecarga vem tirando do trabalhador o direito ao descanso, ao lazer e a convivência familiar. Os sindicatos vão insistir para garantir  a compensação.

As negociações continuarão nesta quinta-feira, desde a manhã. Ao final do dia de reuniões, informaremos as novidades. Os sindicatos lembram aos copelianos que por enquanto não há proposta finalizada e fechada. Os assuntos estão em debate.

 

COMEÇARAM AS NEGOCIAÇÕES DO ACT 18/19

Publicado em por 

publi 1publi 2publi 3Olá copelianos e copelianas

O primeiro dia de reuniões em torno do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19, ontem, 11/09, começou com a presença dois diretores da Copel na mesa de negociações, a Diretora Ana Letícia Feller, da DGE e Adriano Rudek de Moura, da DFI.

O Diretor Rudek de Moura demonstrou confiança no trabalho de gestão em andamento na Copel e apontou um quadro financeiro favorável, que já está 23% melhor que no ano passado em termos de lucros, no período decorrido até agora, comparado ao mesmo período de 2017. A entrega e operação de obras que estavam em andamento, segundo ele, aponta um novo patamar de lucratividade.

Os sindicatos colocaram duas expectativas como norteadoras para as negociações: a primeira é a manutenção de direitos já conquistados e a segunda que os copelianos sejam reconhecidos por um desempenho acima da média nas metas e atividades desenvolvidas, na forma de benefícios e ajuste salarial.

As discussões do primeiro dia de reunião correu em torno de itens administrativos da pauta de reivindicações e esclarecimentos sobre os vários pontos reivindicados. Nenhum ponto de reivindicação foi dado como fechado.

A Copel apresentou posição por exclusão da compensação de horas extras, alegando estar havendo aumento de ações e passivo trabalhista em torno do assunto. Os sindicatos consideram que passivos trabalhistas são evitados respeitando os direitos dos empregados. São contrários a qualquer supressão de direitos. O assunto continuará em debate.

As discussões serão retomadas hoje, ainda passando pelos vários pontos da pauta de reivindicações, sem necessariamente dar os pontos por encerrados.

SINDICATOS COBRARAM COPEL SOBRE TRANSFERÊNCIAS NA OPERAÇÃO

Os sindicatos cobraram os representantes da Copel sobre as transferências em função da centralização de operações na Capital e atenção aos empregados cuja vida familiar seja afetada pelas novas medidas.

Os representantes da Copel expuseram a medida de centralização de operações como parte importante da adequação da empresa ao novo modelo de negócios do setor elétrico e a novos padrões tecnológicos, baseados na redução de custos com pessoal.

Para os sindicatos, é importante garantir aos empregados direitos de adequação de atividades, de modo que suas vidas não sejam desestruturadas. O assunto continua em debate.

Informaremos as novidades.

MAIORIA DOS COPELIANOS DECIDE PELO FECHAMENTO DO ACORDO

MAIORIA DOS COPELIANOS DECIDE PELO FECHAMENTO DO ACORDO

deu simTerminou agora, às 11:49 horas, a apuração dos resultados da segunda rodada de assembleias que avaliaram a proposta da Copel. A maioria dos copelianos votou SIM, decidindo pelo fechamento do ACT 17/18.

 

OS RESULTADOS SÃO OS SEGUINTES:

– SIM: 3085 votos

– NÃO: 835 votos

– Brancos: 14 votos

– Nulos: 11 votos

– Abstenções: 10

Os resultados serão agora oficialmente comunicados à empresa, para os encaminhamentos de formalização e assinatura do Acordo Coletivo, bem como para os procedimentos de pagamento dos salários e benefícios, nos termos negociados.

No próximo dia 25 já será feito o pagamento, com a parcela prevista do abono e o reajuste nos salários e nos benefícios, conforme a proposta negociada, com as diferenças relativas a outubro.

apuração 2

A apuração foi transmitida e acompanhada ao vivo pelos copelianos

Na avaliação dos sindicatos a proposta ficou aquém do desejado, mas houve avanços significativos no correr das negociações, chegando ao que pode ser considerado o melhor acordo entre as empresas do setor, considerando-se os salários e demais benefícios.

A grande força que levou ao avanço da proposta nas negociações foi a insatisfação que os copelianos souberam demonstrar, fortalecendo os argumentos e a atuação dos sindicatos nas reuniões.

Vamos fechar o ACT 17/18 e já nos preparar para as lutas que virão, pois a situação no país e na própria Copel sinalizam para tempos difíceis, de constante perigo para os direitos conquistados.

Informaremos as novidades.

← NEGOCIAÇÕES DO ACT 17/18 ACONTECEM DE 18 A 22/09

ACORDO SERÁ NEGOCIADO COM A COPEL SOB PRESSÃO DE INTERESSES PODEROSOS

charge 5Não está fácil o ambiente da negociação do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 17/18. O blog COLETIVO alerta para interesses que estão pressionando o ambiente e a gestão da empresa, exigindo a atenção dos copelianos e copelianas.

O CONTROLE DO GOVERNO ESTADUAL

Desde 2016, as negociações de acordos coletivos e de PLR no Paraná precisam passar pelo crivo do CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estaduais, instituído pela vontade do governador Beto Richa, através da Lei 18875, de setembro/2016. Esse Comitê tem como atribuição estabelecer diretrizes e controlar as atividades e o desempenho das empresas públicas e de economia mista do Paraná. Na prática, o que o CCEE vem fazendo é forçar as empresas a limitarem gastos com pessoal.

Outro risco é a sanha de Beto Richa em fazer caixa às custas da Copel. Já comprometeu investimentos previstos na empresa ao ampliar de 25% para 50% a distribuição dos lucros de 2016 para acionistas, porque quis fazer caixa para o governo.

A isso se soma que, em 2016, o governo paranaense deixou de pagar R$ 250 milhões em parcelas que deve para a Copel, referentes uma dívida de R$ 1,4 bilhão, com vencimento em 2025. Esses dados foram apurados e revelados pelo deputado Tadeu Veneri (PT). Como resultado dessa falta de pagamento, a Copel, pela primeira vez, cortou o repasse de dividendos de lucro ao governo estadual, correspondente a R$ 83,7 milhões, dos lucros de 2016.

Ainda vindo do governo estadual, há o risco, especulado na imprensa no início de junho deste ano, de que o governo promova nova oferta de ações da Copel no mercado, o que pode comprometer o controle acionário e jogar a Copel nas mãos da iniciativa privada.

O PODER E OS INTERESSES DA ANEEL

Por fim, há também as ameaças vindas da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, de não renovar a concessão da Copel DIS, caso não se diminua seus custos. A ameaça é real e tem sido reforçada pelos representantes da Copel aos sindicatos, em seguidas reuniões onde se discute as metas da PLR. Tanto que a posição da Copel tem puxado a corda para melhorar metas ligadas à distribuição.

Para os sindicatos do COLETIVO CSEC, é uma situação um tanto contraditória que a Copel, sendo eleita a melhor distribuidora de energia do país pela sexta vez nos sete últimos anos pelo prêmio Abradee, esteja correndo riscos de perder sua concessão. Esse prêmio representa a qualidade percebida em quesitos como fornecimento de energia e atendimento ao consumidor.

A única coisa que explica o risco vivido pela Copel DIS é que a ANEEL, guiada por critérios de mercado, olha para gastos com empregados como defeito e não como fator de qualidade. Com uma orientação empresarial, esse órgão regulador não quer perceber que se a empresa jogar para baixo o tratamento ao quadro de empregados, vai estar esvaziando o próprio espírito empreendedor que move sua qualidade.

RISCOS A UMA NEGOCIAÇÃO VERDADEIRA

somar por elaEm comum, tanto os interesses do governo estadual quanto os da ANEEL atuam contra uma negociação livre e verdadeira entre os sindicatos e a empresa. Ao falar em diminuir custos com pessoal, tanto a CCEE quanto a ANEEL olham friamente para os números, sem perceber que a Copel só é o que é pelo empenho e compromisso de seus trabalhadores, ao longo de muitas décadas.

Nossa luta no ACT 17/18 é por uma negociação de verdade, onde a Copel e seus trabalhadores não sejam tratados como brinquedos de governantes de ocasião e de interesses de mercado.