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CONFIRA A NEGOCIAÇÃO PONTO-A-PONTO

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Nos dias 11, 12 e 13 de setembro, a Copel e os sindicatos que representam os copelianos estiveram reunidos negociando a pauta de reivindicações dos trabalhadores, visando o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19.

No dia 13 a Copel apresentou a proposta salarial e remuneratória. Os sindicatos consideraram a proposta ruim e muito abaixo das expectativas, e a rejeitaram em mesa de negociações. Isso quer dizer que discordam dela e não vão levá-la à apreciação dos trabalhadores em assembleias, enquanto não melhorar bastante.

No dia 26, próxima quarta-feira, as negociações serão retomadas.

Apresentamos aqui um relato detalhado sobre todos os pontos negociados até agora e como está a proposta da Copel em relação a cada um deles, para o conhecimento de todos.

É fundamental agora deixarmos claro que esta proposta NÃO NOS SATISFAZ!

Vamos comentar e espalhar: #assimnãodá

 VEJA COMO A COPEL RESPONDEU CADA PONTO DAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES:

 CLÁUSULAS A SEREM MANTIDAS SEM ALTERAÇÕES

Em relação a esses itens, que tratam dos direitos já conquistados em acordos anteriores, a empresa concorda em manter a maioria, mas há restrições. É bom lembrar que com a reforma trabalhista caiu o direito a ultratividade, ou seja, nenhum direito anteriormente conquistado vale mais, a não ser que esteja confirmado no Acordo Coletivo.

CLÁUSULA PRIMEIRA – ABRANGÊNCIA DO ACT: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA SEGUNDA – DESCONTOS ESPECÍFICOS NO SALÁRIO DO EMPREGADO: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA TERCEIRA – DOS DESCONTOS DIVERSOS EM FAVOR DOS SINDICATOS: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA QUARTA – CRÉDITO DE SALÁRIOS: tendo em vista a lei da portabilidade, que permite ao empregado receber os seus proventos em qualquer instituição bancária, a cláusula se tornou desnecessária.

CLÁUSULA QUINTA – DATA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo o pagamento até o dia 25 de cada mês.

 CLÁUSULA SEXTA – VALOR LÍQUIDO MENSAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante no mínimo 30% da remuneração total bruta do mês.

 CLÁUSULA SÉTIMA – ANTECIPAÇÃO DO 13º SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, ficando garantida  a antecipação em janeiro de 50% da remuneração.

 CLÁUSULA OITAVA – REMUNERAÇÃO DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo remuneração com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal e  100% para as trabalhadas em domingos, feriados, e folgas para aqueles que cumprem expediente em regime de revezamento.

CLÁUSULA NONA – ADICIONAL NOTURNO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA – INSALUBRIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – ADICIONAL DE PENOSIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – ASSISTÊNCIA JURÍDICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante assistência jurídica na defesa de empregado, no exercício regular de suas funções/atividades.

 CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA – REDUÇÃO DE JORNADA E SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, deixando opcional a redução de carga horária de 8 para 6 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO QUADRO FUNCIONAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante que, em caso de alteração do controle acionário majoritário não haja dispensa de empregados sem justa causa pelo prazo de 05 anos.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – JORNADA SEMANAL LEGAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante a jornada semanal de 40 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – COMPENSAÇÃO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E DE SOBREAVISO, MEDIANTE ACORDO INDIVIDUAL: a Copel propôs alteração da cláusula já existente no ACT 17/18, com a extinção do parágrafo primeiro que garantia a possibilidade de compensação de horas extras e de sobreaviso já realizados. Alegou que a medida visava diminuir passivo trabalhista, ondes  ações relativas ao tema são recorrentes. Os sindicatos discordaram enfaticamente dessa proposta e também que isso gere passivos trabalhistas, desde que o que for acordado seja cumprido. O assunto continuará em debate.

 CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA – COMPENSAÇÃO DO EXPEDIENTE MEDIANTE FOLGA: a Copel vai manter a Cláusula que garante compensação de dias úteis com acréscimo de jornada em outros dias.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA – SISTEMA DE REGISTRO DE PONTO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA NONA – ADIANTAMENTO DE FÉRIAS: a Copel vai manter a Cláusula que assegura ao empregadoa concessão de adiantamento de férias de uma remuneração, para desconto em até 10 parcelas.

CLÁUSULA VIGÉSIMA – LICENÇA NOJO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DA AMPLIAÇÃO DA LICENÇA MATERNIDADE E PATERNIDADE: a Copel vai manter a Cláusula que amplia em mais 60 dias a licença maternidade legal de 120 dias.  

 CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – LICENÇA PARA TRABALHADORAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante licença remunerada de 10 dias.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – REUNIÕES QUADRIMESTRAIS: a Copel vai manter a Cláusula. Os sindicatos consideram as negociações quadrimestrais fundamentais para um acompanhamento de efeitos de ações administrativas que interferem nas relações funcionais e no dia-a-dia do trabalho na empresa. Também são tratados assuntos relacionados a saúde dos trabalhadores e a segurança  no trabalho.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO PATROCÍNIO DA COPEL À FUNDAÇÃO COPEL: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULAS EXISTENTES A SEREM ALTERADAS

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – VIGÊNCIA E DATA-BASE: a Copel concorda com a cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – AJUSTE SALARIAL: a Copel propõe apenas o reajuste pelo INPC, estimado por ela em 3,64%. A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%. A reivindicação da nossa pauta é que o reajuste seja de 6%, pois há necessidade de ajustes salariais que compensem perdas passadas e recompensem a produtividade dos empregados.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – DA MANUTENÇÃO DA RENDA DE EMPREGADO REABILITADO: a Copel manterá o item como no ACT 17/18.

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA – ABONO: a proposta da Copel é de abono de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27. É MUITO INFERIOR ao abono de duas remunerações, mais o fixo de R$ 6.000,00, que foi reivindicado pelos copelianos. É inclusive MUITO INFERIOR ao valor pago no ano passado. E a situação financeira da empresa está melhor este ano.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR– PAT:

– Auxílio alimentação: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral,  e ainda excluir a 13ª parcela, em função de questionamentos do Ministério do Trabalho. A reivindicação da pauta dos copelianos é que seja pago o valor mensal de R$ 1.250,00.

– Vale lanche: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral. A reivindicação da pauta dos copelianos é o pagamento de 12 parcelas mensais de R$ 145,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA- AUXÍLIO EDUCAÇÃO: a Copel quer apenas manter valores atuais, sem qualquer reajuste, e ainda diz ser necessário rever o modelo posteriormente, no sentido de restringir o benefício às áreas de estudo de interesse da empresa. A reivindicação da pauta unificada dos copelianos é o pagamento de 100% do valor da mensalidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA- AUXÍLIO CRECHE: a proposta da empresa até agora é manter como ficou no ACT 17/18 (R$ 450,00), sem melhorias. A Copel alega que não vai melhorar, em razão de haver ações judiciais em torno desse benefício. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 550,00 por dependente.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA – PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: a empresa propõe correção do valor pelo INPC. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 880,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA- DISPENSA DE EMPREGADOS: a Copel manterá os termos do  ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA – DAS FÉRIAS e CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA- ABONO DE FÉRIAS: a Copel propõe manter o piso nos termos acordados no ACT 2017-2018 e permitirá o parcelamento das férias em até três períodos (a partir de janeiro de 2019). A reivindicação da pauta dos empregados é 1/3 (um terço) da remuneração a título de terço Constitucional e 2/3 (dois terços) a título de Abono de Férias, e a somatória das duas tendo como piso R$ 3.000,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA- LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE DEPENDENTES: a Copel manterá os termos do ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA – LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL: a Copel propõe a manutenção da do que foi estabelecido no ACT 2017-2018. Os sindicatos buscam atualizar as liberações e insistem nessa necessidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA – ALÍQUOTA DO PLANO PREVIDENCIÁRIO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Empresa não acata a proposta, argumentando que o assunto depende de aprovação do órgão regulador, a Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A reivindicação da pauta dos copelianos é possibilitar  ao empregado a opção de adesão ao desconto da alíquota de 12%  do Plano Previdenciário da Fundação Copel, para todas as faixas, com a correspondente contrapartida do valor pelas Empresas.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA – MULTA – a Copel não altera nada em relação a cláusula, alegando não não pretender descumprir cláusulas do que for acordado.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA – FUNDO ASSISTENCIAL SINDICAL: o assunto continua em negociação. A pauta unificada reivindica que a Copel repasse aos sindicatos o valor de 2/30 trinta avos do salário nominal do mês de setembro de 2018, de modo que a Contribuição Assistencial não precise ser cobrada dos trabalhadores .

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA – MOBILIDADE DE PESSOAL: inicialmente, a Copel propos extinguir essa Cláusula do Acordo. Os sindicatos argumentaram com muita insistência sobre a importância de evitar tansferências de locais de trabalho que desestabilizem a vida pessoal e familiar do (a) copeliano (a). Diante das argumentações, a Copel concordou em manter a cláusula como está no ACT 17/18,  apenas retirando a expressão “processo seletivo interno”, que consta ali, uma vez que não se configura mais uma prática na Companhia.

CLÁUSULAS NOVAS:

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA– GARANTIA DE EMPREGO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA– CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL: o assunto está em discussão e depende da negociação do Fundo Assistencial Sindical.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA – PISO SALARIAL DE ENGENHEIRO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA – SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO: a Copel concorda em atender essa reivindicação, realizando reuniões quadrimestrais para tratar o assunto.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA – DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA – ADICIONAL DE INSTRUTORES: a Copel não atende a reivindicação. Diz que a valorização dos instrutores deve ocorrer de outras maneiras dentro de sua política de pessoal.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA – DIÁRIAS DE ALIMENTAÇÃO: assunto ainda em discussão.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA – ALTERAÇÃO NO INTERVALO DE ALMOÇO: não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA – POLÍTICA SALARIAL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA – HOMOLOGAÇÃO: há impasse em torno do assunto, que continuará em discussão na próxima reunião. A Copel quer seguir os termos da reforma trabalhista, que a desobrigam de fazer homologação nos sindicatos. Os sindicatos consideram sua assistência aos trabalhadores nas homologações essencial para garantia de seus direitos e para sua orientação em relação aos procedimentos nesse sentido.

 CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA – VALE CULTURA: a Copel não concede o benefício, alegando que a natureza fiscal das empresas do grupo não se enquadra na legislação que prevê a possibilidade, mediante benefícios fiscais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA– INCLUSÃO DE DEPENDENTES NO PLANO DE SAÚDE: a Copel não atende a reivindicação.

 CLÁUSULA  QUINQUAGÉSIMA QUARTA– GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO: a empresa não atende a reivindicação de estender o benefício aos cargos de supervisor, coordenador, encarregado, pregoeiro, gestor de contrato e gerente de projetos P&D. Vai efetuar o pagamento somente para as funções gerenciais formais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA – ADICIONAL DE RISCO PARA LEITURISTAS: a Copel não acata a cláusula. Entende que a remuneração da função já está prevista no Plano de Cargos e Salários – PCS.

NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL PASSOU POR DOZE ASSUNTOS

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Além da PLR, outros temas estiveram em debate e negociação entre sindicatos e a empresa durante a última terça-feira, 26/06, relacionados a discussão quadrimestral de assuntos diversos das relações de trabalho, da avaliação funcional e de saúde e segurança.

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Júlio Shigeaki Omori fala aos sindicatos sobre as novas tecnologias na DIS

Inovações tecnológicas na distribuição

Um panorama de mudanças tecnológicas em processamento na DIS foi apresentado aos sindicatos por Júlio Shigeaki Omori, Superintendente Smart Grid da Copel, apontando novos equipamentos que estão em instalação no sistema, ligados às novas tecnologias de comunicação.

Os novos equipamentos permitem condições mais seguras de trabalho. Segundo Omori, a Copel é uma das empresas mais adiantadas na adoção dessas tecnologias, que informam e atuam nos possíveis defeitos no sistema, permitindo que sejam informados e imediatamente, isolando a suspensão de energia automaticamente por quadras nas cidades, evitando interrupções no fornecimento e agilizando serviços de reparos.

Os sindicatos fizeram perguntas ao Superintendente, em especial sobre impactos dessas novas tecnologias na segurança, nas relações de trabalho e possíveis centralizações, transferências e extinções de postos de trabalho decorrentes delas. O representante da empresa disse que a operação dessas tecnologias de ponta e muito mais segura e vão exigir novas capacidades e especialidades dos copelianos. Informou que no futuro próximo certas características de trabalho e funções vão se extinguir e outras serão necessárias em campo, com aptidões diferentes.

Padronização de horários dos eletricistas

A Copel padronizará os horários para eletricistas, para toda Companhia, saneando problemas com os horários flexíveis.

Terceirização da frota de veículos

A Copel enviará nos próximos dias aos sindicatos a NAC REVISADA relativa ao assunto, para conhecimento detalhado e avaliação.

Parecer do MT sobre vale-alimentação

Os sindicatos pediram a Copel informações sobre questionamentos do Ministério do Trabalho – MT, relacionados ao pagamento do 13º Vale alimentação aos copelianos.

A Copel informou que respondeu aos questionamentos do Ministério e que o órgão não aceitou os argumentos da empresa em favor do benefício, mas que ainda está buscando reverter o entendimento do Ministério.

Lembrando que esse benefício nasceu de negociações de Acordo Coletivo entre a empresa e os sindicatos, as entidades sindicais solicitaram acesso aos questionamentos do Ministério do Trabalho, para também avaliarem junto a suas assessorias jurídicas possíveis medidas em defesa do que entendem ser direito conquistado em livre-negociação. A Copel irá disponibilizar aos sindicatos a notificação recebida do MT.

Limitação de férias na DIS

Os sindicatos voltaram a questionar a situação de férias na DIS, no período de outubro até março, solicitando alterações na circular que limita a liberação de férias a 5% do quadro. A empresa não atendeu ao pleito, alegando que o procedimento se deve à demanda alta de serviços no período.

Custeio de exames complementares

Os sindicatos reivindicam da Copel que a área médica avalie pedidos de exames complementares, quando da realização de exames periódicos. As entidades sindicais lembraram que há casos em que o exame complementar não está previsto no rol ou requisições de exames possíveis de serem custeados, impossibilitando a emissão de laudos pelo médico, com a solicitação.

A Copel aceita esse custeio, havendo justificativas para exames complementares e pede que casos específicos sejam encaminhados, para análises específicas.

Os sindicatos solicitaram uma reunião com participação também da Fundação Copel, para discussão de exames periódicos e dos planos de saúde.

Fornecimento de uniformes antichama

A Copel informou aos sindicatos que já foi substituído o lote de uniformes que não estava de acordo com as especificações técnicas para garantia de segurança, e os novos uniformes, adequados, já estão distribuídos aos empregados. O procedimento foi solicitado pelos sindicatos em reunião anterior.

Fornecimento de lista de afastamentos médicos

Os sindicatos solicitaram da Copel lista de afastamentos médicos de empregados, para um diagnóstico dos problemas, detecção de problemas recorrentes e avaliação de possíveis relações com o ambiente de trabalho. A Copel vai analisar o pedido e responder na próxima reunião com as entidades representantes dos trabalhadores.

Punições originadas de observações das câmeras de veículos

Os sindicatos questionaram a Copel por punições originadas a partir de imagens das câmeras de veículos, levantando casos abusivos, como de punição de empregado que não estava usando camisa antichama em ocasião em que foi prestar informações a consumidor, o que configura exagero.

A assessoria jurídica dos sindicatos considera que os empregados devem ter ciência do registro de imagens e suas implicações, e direito de defesa em caso de imagens serem utilizadas em punições.

A empresa considera que as observações de atividades pelas câmeras de veículos devem ter o mesmo valor que observações realizadas in loco. Pede que casos de incoerência ou exageros sejam comunicados e tratados pelas especificidades.

Trabalhos em jornada extraordinária, sem sobreaviso

Sindicatos relataram a empresa existência de casos de empregados chamados para jornada extraordinária, não estando em sobreaviso. A empresa levantará possíveis casos, realizando cruzamento de dados, e trará o assunto para debate em próxima reunião.

Situação salarial de liberados para entidades sindicais

Os representantes sindicais solicitam à Copel a adoção de uma metodologia que permita crescimento salarial e de carreira a empregados liberados para atividades sindicais. Muitos dirigentes sindicais têm seus salários defasados em relação aos que trabalham em seus antigos setores e abaixo da média para as funções profissionais.

Para as entidades sindicais, é preciso considerar a importância do dirigente sindical liberado para que situações funcionais problemáticas sejam solucionadas, existam boas negociações de acordos, sejam dirimidos conflitos nas relações de trabalho e existam cuidados com a saúde e segurança do trabalhador.

A empresa vai abrir espaço para o debate futuro desse assunto.

Possibilidade de alteração da jornada de 8h para 6h

A empresa informou o número de empregados que aderiram a redução da jornada de 8h para 6h, propondo a padronização da documentação solicitada para a homologação dos processos junto às entidades sindicais. Houve a concordância com um prazo de 10 dias para homologação do aditivo necessário, com prazo de envio do mesmo até o dia 20 de cada mês. Os documentos necessários ao procedimento serão o contrato de trabalho, o aditivo para a nova jornada e a solicitação de alteração de jornada pelo empregado, manifestada pelo sistema APD. No sistema, o empregado deverá anexar email onde informou o sindicato que o representa de sua opção.

NOVA REUNIÃO MARCADA PARA 19/07

Sindicatos e Copel voltam a se reunir no dia 19/07, onde será encaminhada à empresa a Pauta Unificada de Reivindicações dos Empregados para as negociações do ACT 18/19. Na ocasião, também estarão em pauta a avaliação de desempenho e o seguro da frota de veículos.

PERSPECTIVAS DE CUMPRIMENTO DE METAS DE PLR EM 2018 SÃO BOAS, DIZ COPEL

reunião 1reunião 2Olá copelianos(as)

Os sindicatos e a empresa se reuniram durante todo dia da última terça-feira, 26/06, tendo em pauta a PLR/18 e a discussão quadrimestral de assuntos diversos das relações de trabalho, da avaliação funcional e de saúde e segurança.

No período da manhã o assunto foi a PLR/18. Por solicitação anterior dos sindicatos, a Copel apresentou indicadores e perspectivas de desempenho financeiro e também de inovações de gestão da distribuição, envolvendo implantação de novas tecnologias, eficiência dos serviços e novas características de aptidões funcionais. São fatores que influenciam as metas para a PLR e o futuro do trabalho na Copel.

PERSPECTIVAS DE RENTABILIDADE

Na reunião foram discutidos indicadores de rentabilidade da empresa, com apresentação de um panorama desse ano por Adriano Fedalto , da Diretoria de Finanças e Relações com Investidores.

Segundo Fedalto, um novo fator positivo é que este ano entram em contabilidade recursos gerados pelas usinas que começaram a operar. Segundo ele, as perspectivas do ano são boas.

Os sindicatos questionaram a meta de Rentabilidade do Patrimônio Líquido, onde não houve o desempenho desejado nos dois últimos anos, tornando preocupante essa meta. Os representantes da Empresa afirmaram que os indicadores de receitas caminham bem, e estão sendo monitorados. Vêem como plenamente possível trabalhar com essa meta. Diante do panorama de indicadores, o posicionamento da Copel para as metas de PLR é manter o que está ajustado nas negociações dos anos anteriores, adequando-se apenas os índices de cada meta, de acordo com a realidade prevista para o ano em exercício, de 2018.

Os sindicatos concordaram com a manutenção, ressalvando a necessidade de rever no futuro os indicadores, de acordo com seu desenvolvimento neste ano, sempre na perspectiva de melhorar o modelo, favorecendo o empenho dos copelianos.

ENCAMINHAMENTO DA PROPOSTA DA PLR/18

Ainda em relação à PLR, os sindicatos questionaram os representantes da empresa sobre o os prazos previstos na análise pelo CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estatais,  buscando evitar demoras e ingerências do órgão na negociação. A empresa se comprometeu a enviar a minuta da proposta negociada para a PLR 18 para os sindicatos até amanhã, 29/06 e encaminhá-la para avaliação da CCEE depois de 05 dias, visando liberar a proposta o mais rápido possível para apreciação nas assembleias sindicais.

PAGAMENTO DA PLR/17

Em relação a PLR/17, foi feito um adiantamento agora aos empregados na ativa, que será oficializado como pagamento em setembro, com registro e tributação para os empregados ativos e pagamento também aos empregados desligados.

Para pagamento aos empregados desligados será necessário que os mesmos atualizem seus dados cadastrais junto à Copel, informando dados bancários, telefone e endereço, o que deve ser feito pelo e.mail [email protected]copel.com. A lista de empregados desligados será repassada pela Copel aos sindicatos, para que colaborem informando-os dos procedimentos.

Os sindicatos cobraram da Copel a divulgação das metas de 2017 aos empregados, de modo que todos possam ver e ter uma avaliação sobre os indicadores e o desempenho diante deles. A Copel assumiu a responsabilidade de fazer a divulgação na próxima quinzena.

GOVERNO QUER PRIVATIZAR DISTRIBUIDORAS DA ELETROBRAS COMO “CONSOLO” AOS INVESTIDORES

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consoloNotícia de ontem na imprensa (jornal “O Globo”; InfoMoney): o governo Temer já não espera conseguir privatizar a Eletrobras esse ano, mas quer dar um consolo aos que esperavam pela privatização, acelerando a venda, em 2018, das distribuidoras da Eletrobras no Norte e Nordeste. O blog COLETIVO já havia adiantado essas duas tendências.

É importante que se diga aqui com todas as letras o que a imprensa ligada aos interesses de mercado deixa de dizer: quem espera e quer isso a todo custo são grandes grupos econômicos de investidores, para os quais esse é um negócio muito promissor, já que estão loucos para controlar, pagando valores irrisórios, um mercado gera mais de 30% da energia consumida no país e distribui quase 50% dela.

Na última sexta, 15/06, o governo publicou no Diário Oficial da União o edital de leilão de seis distribuidoras, a Amazonas Distribuidora de Energia S.A, a Boa Vista Energia S.A, a Companhia de Eletricidade do Acre – Eletroacre, a Companhia Energética de Alagoas – Ceal, a Companhia Energética do Piauí – Cepisa e a Centrais Elétricas de Rondônia S.A. – Ceron. Elas  atuam no Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí.

O edital foi publicado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e estabelece a forma e as condições para a privatização. A forma se dará mediante concessão de serviço público, ao mesmo tempo associada a transferência de controle acionário das empresas. Assim, é como se o governo apenas deixasse de controlar as empresas, continuando acionista. Na prática, além de ceder controle de mercado, cede um imenso patrimônio construído. O valor mínimo fixado no edital para a venda de cada uma das concessionárias, de R$ 50 mil, apenas complementa a imensa piada de mau gosto que é essa privatização.

O fato de ter publicado o Edital visando privatizar as distribuidoras não significa que o governo vá conseguir efetivá-las. A Medida Provisória 814, que visava dar aos compradores segurança em relação aos passivos dessas empresas, à medida em que seriam assumidos pela Eletrobras Holding, caducou sem ser aprovada na Câmara dos Deputados. O governo enviou no início desse mês um projeto de lei nesse sentido, em regime de urgência e intenciona aprova-lo antes do recesso parlamentar de julho.

O Coletivo Nacional dos Eletricitários trabalha intensamente para brecar a votação do projeto e impedir a intenções do governo.

 Valdir Grandini, Jornalista da assessoria dos coletivos sindicais

AGO APROVA MONTANTE DA PLR E DATA DO PAGAMENTO SERÁ DEFINIDA EM BREVE

olhandoOlá copelianos(as) O montante a ser pago como PLR aos empregados da Copel, proposto pela diretoria, foi ratificado na manhã de hoje, 15/06, pela AGO – Assembleia Geral dos Acionistas, que aprovou também a distribuição de 25% dos lucros como dividendos aos acionistas.

Nos próximos dias, os sindicatos estarão conversando com a empresa, buscando a definição da data do pagamento. Há expectativa de que até 18/06 a Copel defina a data, pois a empresa solicitou ao governo autorização para pagar os empregados antes dos acionistas. Leandro Grassmann, vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros – Sengr-Pr, que participou da AGO, consignou em ata pedido de a empresa adiante parcialmente a PLR, em caso de negativa do Governo diante da solicitação da Copel.

Conforme já informado anteriormente aos sindicatos pelos representantes da Copel, 8.581 empregados receberão a PLR/17. O montante destinado a cada empregado deve ficar em torno de R$ 7.846,00.

Para os valores individuais serão apuradas as ausências não justificadas, suspensões, faltas, punições e as proporcionalidades de admissão e demissão dos empregados em 2017.

SINDICATOS TERÃO NEGOCIAÇÃO COM A COPEL DIA 26

No dia 26/06 os sindicatos têm nova reunião definida com a empresa, com agenda programada para o dia todo. Dois eixos de negociação estão previstos: a discussão quadrimestral, definida em Acordo Coletivo para tratar de assuntos diversos, e questões relacionadas à PLR.

Em relação a negociação quadrimestral, os sindicatos encaminharam à Copel uma relação de assuntos para tratar na reunião:

1- Pagamento PLR aos empregados desligados;

2- Padronização de mudança de horário dos eletricistas;

3- NAC revisada tratando da frota terceirizada;

4- Posição do MPT em relação ao Vale alimentação;

5- Necessidade, levantada pelos sindicatos, de alteração de Circular da Copel Distribuição contingenciando a quantidade prevista de férias para o período de Outubro até Março (5% do quadro);

6- Questões de Saúde e Segurança no Trabalho: posição em relação a solicitação dos sindicatos de que a área médica da COPEL avalie os pedido de exames complementares, quando da realização dos periódicos.

7- Fornecimento de Uniformes Antichama: informações da Copel aos sindicatos sobre a situação atual do fornecimento de uniformes e das inspeções de segurança, após a Copel ter solicitou a substituição do lote de equipamentos;

8- Fornecer pela Copel às Entidades Sindicais da lista de empregados com afastamento médico.

9- Informações da Copel aos sindicatos sobre punições de empregados, diante de situações observadas pelas câmeras dos veículos:

10- Informações da Copel sobre trabalhos em jornada extraordinária, verificada junto à DIS;

11-Informações financeiras sobre processos relevantes que impactem no resultado financeiro da empresa;

12- Informações da DIS sobre manutenções preventivas na Copel;

13- Rediscussão do sistema de avaliação de empregados na Copel;

14- Remuneração salarial de empregados Liberados para entidades.

Informaremos sobre o resultado da reunião quadrimestral.

Valdir Grandini, jornalista da assessoria de comunicação dos sindicatos

SINDICATO DÃO INÍCIO A CAMPANHA PARA O ACT 18/19

arte acordo 1Nesse dia 1º de Maio, data simbólica da luta dos trabalhadores do mundo, os dois coletivos sindicais que representam os trabalhadores da Copel, unificadamente, apresentam os rumos e o cronograma de preparação para o ACT, convidando copelianos e copelianas de todo estado a participarem.

Para fazer frente a esse período de precarização dos direitos dos trabalhadores, enxugamento drástico dos postos de trabalho na Copel e possibilidades de retrocessos nas relações de trabalho, o desafio é que os copelianos estejam conscientes e organizados para as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19.

ORGANIZAÇÃO É FUNDAMENTAL!

sindicato-01Os sindicatos adotaram como inspiração da campanha pelo ACT 18/19 o lema “Organização é fundamental!”

Organização é fundamental, porque as conquistas que temos nasceram da organização dos copelianos e da ação de seus sindicatos no correr dos anos. O nível salarial e os benefícios como vale-refeição, adicional de férias, licença maternidade e licença paternidade melhores do que o garantido em lei, direito à dupla-função e auxílio-educação, entre outros, foram conquistados e não benesses que a empresa concedeu de boa vontade.

Organização é fundamental porque graças a ela muitos direitos foram assegurados através da assistência jurídica dos sindicatos, em ações individuais e ações representando o coletivo dos trabalhadores.

Organização é fundamental porque muitas arbitrariedades e desmandos praticados na empresa foram e são resolvidos pela atuação e insistência dos sindicatos que representam os copelianos.

Organização é fundamental porque os trabalhadores após a reforma trabalhista os trabalhadores correm riscos de pagar honorários em reclamações, se não forem orientados corretamente pela assistência jurídica dos sindicatos.

Organização é fundamental, porque estando organizados cobramos da empresa que os procedimentos e equipamentos de segurança sejam garantidos.

Organização é fundamental porque quando mudanças organizacionais e administrativas são implantadas de cima para baixo, como o atual enxugamento de quadro na DIS e consequente sobrecarga de trabalho, os trabalhadores precisam ter quem levante a situação e lute por eles.

Organização é fundamental porque nesse momento em que os interesses de mercado querem modelar e privatizar a Copel, diminuindo seus custos com empregados e pouco se importando com a qualidade dos serviços, é preciso lutar e valorizar quem fez e faz a mais reconhecida empresa do setor no país pelos consumidores.

Uma série de ações se iniciam agora com vistas a conversar em cada local de trabalho e colher sugestões dos copelianos para a pauta de reivindicações, unindo todos e fortalecendo os sindicatos para as rodadas de negociação que virão.

CRONOGRAMA DA PREPARAÇÃO PARA O ACT:

 – De 01/05 até 30/05: preparação de materiais de informação e mobilização seguidas de visitas sindicais aos locais de trabalho, unindo a categoria;

– De 04/06 até 06/07: assembleias de aprovação da pauta de reivindicações pelos copelianos;

– Dia 10/07: unificação das reivindicações aprovadas nas assembleias estaduais em uma PAUTA ÚNICA;

– DIA 11/07: protocolo da PAUTA UNIFICADA DE REIVINDICAÇÕES na Copel, para análise da empresa e posterior início das negociações;

– DE 15/07 até o início das negociações: divulgação da pauta unificada junto aos trabalhadores e informações necessárias sobre o contexto da negociação, consolidando a mobilização.

Valdir Grandini – jornalista da Assessoria de Comunicação do Coletivo CSEC

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NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL EVIDENCIA PREOCUPAÇÕES COM RUMOS DA POLÍTICA DE PESSOAL NA COPEL

quadri 1quadri 2Os sindicatos que representam os copelianos e a empresa tiveram nos dias 21 e 22/03 a primeira das reuniões quadrimestrais de negociação de 2018. As reuniões quadrimestrais estão previstas no Acordo Coletivo de Trabalho – ACT, para tratar de assuntos administrativos, funcionais e de saúde e segurança no trabalho, de interesse dos copelianos.

Vários assuntos estiveram em debate e o blog COLETIVO apresenta aqui um resumo de todos eles, comentando em destaque os mais importantes. ACOMPANHE:

Pagamento de Horas de Adicional de Instrutor:

Os sindicatos questionaram a Copel pelo término do pagamento de horas utilizadas para os treinamento de colegas por copelianos que se dedicam a essa atividade, atitude tomada unilateralmente pela empresa, sem prévia negociação.

A resposta da Copel foi que na maioria dos cargos o repasse de conhecimento é previsto como parte das funções, o que foi imediatamente refutado pelos sindicatos, que argumentaram que o treinamento não se restringe ao repasse de conhecimento, mas abrange atividades de formação, essenciais para a qualidade e segurança no trabalho.

A empresa, então, passou a argumentar que os empregados não são obrigados a realizar treinamentos e que em sua visão o reconhecimento à boa vontade dos que se dedicam a compartilhar conhecimentos não precisa ser mediante o pagamento de adicionais, realizando-se de outras formas. Afirmou, ainda, que a suspensão do pagamento dessas horas não era apenas redução de custos e que pretende tocar a formação com profissionais que sejam referência técnica no assunto.

Os sindicatos discordaram dessa visão que troca a remuneração por recompensas seletivas, ou por situações onde os empregados sejam levados a fazer a formação gratuitamente, por temor de prejuízos nas avaliações de desempenho.

Apesar de os sindicatos insistirem em que a suspensão do pagamento de horas para treinamento desmotiva os que se dispõem a ser formadores, a Copel não mudou sua posição. (Veja comentários sobre isso abaixo, no destaque desta matéria)

Mudança de horário de eletricista:

Os sindicatos levantaram para os representantes da empresa questionamentos dos eletricistas em relação a mudanças nos horários de trabalho, tornando fixos os horários de entrada que eram flexíveis.

A resposta da Copel foi que os horários flexíveis de entrada no trabalho estão sendo saneados porque a falta de padronização estava gerando complicações no andamento dos serviços. A flexibilização está sendo praticada mais nos horários de almoço, segundo os representantes da Copel na negociação. Os sindicatos argumentaram que a flexibilidade na entrada favorece os deslocamentos dos empregados para o trabalho, evitando situações difíceis no trânsito. A Copel permaneceu com sua posição pela padronização.

Frota Terceirizada:

Vários questionamentos levantados por trabalhadores em relação a procedimentos em casos de acidentes com os veículos, com a frota sendo terceirizada:  Em caso de acidente com empregado, como fica a NAC? Como fica a questão do seguro? Quem aciona a locadora? Como ficam os descontos de pagamentos em casos de acidentes com empregados?

No geral, a Copel informou que os procedimentos são os mesmos de antes: a comunicação de acidentes continuará a ser centralizada na área de transportes, através de um 0800; o empregado pode ter que arcar com prejuízos, dependendo da apuração de sua responsabilidade e esse eventual pagamento poderá ser parcelado.

A Copel A COPEL informou que a NAC sobre o assunto está em revisão, e compromete-se de enviar aos sindicatos a nova versão, antecipadamente à sua publicação.

Possibilidade de desistência do PDI:

Preocupados em resguardar os empregos de copelianos em situações de encaminhamento de aposentadoria que aderem ao PDI, e porventura tenham que desistir por indeferimento das aposentadorias, os sindicatos questionaram a Copel sobre, em prazo de 30 dias, poderem desistir do PDI.

Os representantes da empresa informaram que a adesão ao PDI é feita à pedido do empregado e que ele é quem deve gerenciar sua situação, mas que a empresa mantém a possibilidade de desistência, por qualquer motivo, desde que o empregado a solicite, por escrito, com pelo menos 30 dias de antecedência do desligamento programado.

Vale Alimentação:

A Copel informou que foi notificada pelo Ministério Público do Trabalho – MPT, em relação ao pagamento do 13º Vale Alimentação e manterá os sindicatos informados sobre os próximos acontecimentos sobre o assunto.

 Possibilidades de Férias:

Segundo os representantes da Copel, alguns empregados manifestam interesse no parcelamento de férias em três vezes, possibilidade aberta com a aprovação da reforma trabalhista. A empresa entende que não é possível essa prática agora, em função de necessidades de ajuste no sistema SAP e igualmente necessidade de alteração no Acordo Coletivo de Trabalho – ACT.

Os sindicatos entendem que mudanças em cláusulas do ACT só devem ocorrer nas negociações do próximo ACT, e que assuntos como esse devem ser previamente discutidos pelo coletivo dos trabalhadores, em assembleias sindicais.

Por seu lado, os sindicatos questionaram a Copel em relação a restringir férias dos empregados eletricistas a 5% do quadro nos períodos de férias de verão, em especial nos inícios de ano. Os representantes da empresa alegaram não poder garantir mudanças nessa limitação agora, mas que o assunto poderá ser tratado diretamente com a DIS, que controla o volume de trabalho nesta época, e que a Diretoria da DIS se dispõe a sobre o tema.

Homologação de Rescisão nos Sindicatos:

Segundo a Copel, alguns empregados demonstraram interesse em homologar suas rescisões de contrato na própria empresa, dispensando a assistência dos sindicatos, tendo por base novas regras previstas na reforma trabalhista. Segundo informou a empresa, a partir de maio/18 pretende acatar opção do empregado por realizar a rescisão nos sindicatos ou na própria empresa.

Os sindicatos se contrapuseram a isso pois consideram que muitos trabalhadores não têm informações suficientes sobre seus direitos, nem sobre a atuais dificuldades em reclamá-los se porventura derem quitação a esses direitos. A assistência dos sindicatos e de suas assessorias jurídicas na rescisão não tem custos e pode evitar que caiam em situações de perdas.

Por proteção aos copelianos os sindicatos reivindicaram que seja mantido o procedimento de rescisão assistida pelas entidades sindicais até a discussão desse assunto no próximo Acordo Coletivo. A Copel analisará o pedido dos sindicatos e formalizará sua posição até o final de Abril. (Leia a opinião dos sindicatos sobre isso abaixo, no destaque)

Avaliação de desempenho (Nossa Energia):

A avaliação de desempenho dos copelianos é um assunto que preocupa os trabalhadores e foi um dos temas mais debatidos na reunião quadrimestral. Os sindicatos questionaram a Copel sobre a pressão sobre os trabalhadores, relacionada processo de avaliação, bem como a falta de isonomia nos tratamentos dispensados, variando de acordo com diferentes comportamentos do corpo gerencial.

A Copel apresentou na reunião o relatório de 2017 do Nossa Energia, com um breve relato do histórico também dos últimos anos. Segundo os representantes da empresa, há uma preocupação em ampliar a ciência do empregado sobre a avaliação e igualmente seu direito de opinião dentro dela. A preocupação da empresa, segundo seus representantes, é buscar que todo o corpo gerencial se aproprie da metodologia de avaliação e a pratique de modo equilibrado, evitando distorções. Um sistema de avaliação das avaliações está em andamento para chegar ao patamar desejado, afirmaram.

Os sindicatos, por seu lado, acentuaram que as distorções entre o que dizem os negociadores na mesa e o que praticam muitos gerentes é grande e é prejudicial aos trabalhadores. Uma tendência detectada pelos sindicatos é que empregados com ações na justiça, buscando direitos, são prejudicados.

Os representantes da Copel se dizem abertos a receber queixas sobre as avaliações e que o aperfeiçoamento das avaliações está em andamento. Também relacionado a esse assunto, a COPEL apresentou o resumo das situações dos processos administrativos abertos em 2017, por solicitação dos sindicatos.

Os sindicatos vão monitorar o andamento das avaliações e processos administrativos nas várias regiões e discutir o sistema com os copelianos, ouvindo e encaminhando suas queixas e sugestões. (Leia mais sobre isso nos destaques dessa matéria)

Mudança PP – Periculosidade:

Os sindicatos questionaram a empresa sobre a maioria dos trabalhadores que eram classificados como expostos de forma permanente aos riscos estarem sendo enquadrados como de exposição intermitente, podendo haver riscos a obtenção da aposentadoria especial, por conta disso. Também questionaram a exigência de os empregados realizarem exames complementares para liberar periculosidade.

A empresa argumentou que a classificação precisa seguir as exigências do INSS, não podendo fugir a essas normas. Também informou que os exames não visam alterar o credenciamento de periculosidade permanente ou intermitente, apenas adequar os exames exigidos para entrar em área de risco.

Os representantes da Copel explicaram as novas terminologias e os motivos da alteração a partir da revisão da NAC específica sobre o assunto em 2017.

Saúde – exames Periódicos:

Os sindicatos questionaram a COPEL quanto ao andamento dos exames periódicos.  A Copel informou que os exames estão em dia e que o controle está migrando para a área de saúde da empresa. O sistema implantado, tornará possível exames mais personalizados. Os sindicatos solicitaram que a área médica da COPEL avalie os pedido de exames complementares quando da realização dos periódicos.

Intervalo de almoço inferior a 1 hora:

Os sindicatos apresentaram situações de registro de ponto inferior a 1 hora durante o almoço, e solicitaram possibilidade de bloqueio do registro nestas condições. A Copel informou que não pode restringir o sistema para o registro de ponto, por questões legais.  Disse, ainda, que está informando as gerências sobre os procedimentos para tratar os casos e que o retorno à jornada de trabalho, antes da 1h de  intervalo, será somente excepcional, e se autorizada pelo gerente imediato.

Segurança – Fornecimento de Uniformes Antichamas: 

Os sindicatos questionaram ausências de inspeção das condições de segurança e cobraram soluções urgentes para a ausência de uniformes e equipamentos. A COPEL informou aos sindicatos que houve entrega dos uniformes antichamas com gramatura incorreta, o que impossibilitou a utilização do lote entregue. Sua substituição já foi solicitada. A situação atual das inspeções de segurança será informada aos sindicatos.

Política Salarial: 

Os sindicatos cobraram da Copel sobre a existência de discrepâncias por áreas para a concessão de aumentos salariais aos empregados, por critérios de mérito. A Copel apresentará na próxima reunião, em abril, dados sobre a aplicação da Política Salarial 2017/2018 para uma retomada do assunto.

Punições de empregados observadas pelas câmeras dos veículos:

Os sindicatos questionam as análises realizadas através das câmeras dos veículos que estão gerando punições aos empregados sem que os mesmos iniciem suas atividades no SEP. A Copel analisará a situação e informará aos sindicatos.

Atendimento de call center pelos profissionais administrativos: 

Os sindicatos questionaram sobre o acionamento de empregados das áreas administrativas para executar atividades de atendimento à clientes, o que pode estar se tornando rotina.

A Copel informou aos sindicatos que monitora todos os requisitos da ANEEL através dos índices estabelecidos no contrato de concessão. Quando identificado algum risco de não atendimento do INS, os profissionais que saíram do Call Center, eventualmente são convidados a atuar nas atividades nos últimos dias do mês para o restabelecimento deste indicador. Nos últimos meses a situação ocorreu dezembro e fevereiro, mas não há intenção de que se tornem rotineiras.

Trabalhos em jornada extraordinária, sem situação de sobreaviso: 

Os sindicatos informaram casos de convocações de empregados, nas agências da DIS, para extensão de suas jornadas de trabalho, ao final do dia de trabalho, sem que estivessem na escala de sobreaviso. Esse procedimento, de maneira impositiva, atrapalha estudos, vida familiar e compromissos assumidos.

Os representantes da COPEL ficaram de verificar o assunto junto à DIS e retornar aos sindicatos.

CONHEÇA A PROPOSTA PARA O ACORDO DA PLR/17, QUE SERÁ AVALIADA NAS ASSEMBLEIAS

CONHEÇA A PROPOSTA PARA O ACORDO DA PLR/17, QUE SERÁ AVALIADA NAS ASSEMBLEIAS

conheça a propostaA Copel oficializou aos sindicatos no final da semana passada a proposta negociada para a PLR/17. Essa proposta será agora explicada, avaliada e colocada em votação junto aos copelianos nas assembleias sindicais.

As assembleias já estão se iniciando e acontecerão em todo Paraná entre 05 e 19/03. A apuração e anúncio do resultado acontecerá no dia 20, nas dependências da Copel no KM 3, em Curitiba. Os resultados das votações serão unificados, ou seja, levarão em conta a soma dos votos de todas as sessões de assembleia.

O blog COLETIVO divulga nessa matéria a íntegra do Acordo da PLR, para o conhecimento de todos.

Ainda hoje divulgaremos o calendário completo das assembleias dos sindicatos que compõem o COLETIVO CSEC.

Nas assembleias os sindicatos também iniciarão a mobilização dos copelianos para as negociações da PLR/18. A intenção dos sindicatos é que os critérios e metas garantam que o percentual de PLR distribuído aos empregados possa chegar a 25% do montante distribuído aos acionistas, que é o teto previsto em lei. O assunto será explicado e detalhado nas assembleias.

É HORA DE SABER EM DETALHES, AVALIAR E PARTICIPAR.

CONHEÇA ABAIXO A MINUTA DA PROPOSTA DA PLR/17

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