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DECISÃO SOBRE O ACT 18/19: HORA DE CADA UM FAZER SUA PARTE!

participar

Estão em andamento, até 19/10, as assembleias onde os copelianos avaliarão e decidirão sobre a proposta a que a Copel chegou visando o ACT 18/19. No dia 22, no período da tarde, elas serão apuradas no Km 3, em Curitiba. O resultado será unificado, ou seja, sairá da soma de votos das assembleias de todo Paraná.

É importante que todos participem, opinem e somem nessa luta. Desde muito antes do início das negociações, estamos insistindo que ORGANIZAÇÃO É FUNDAMENTAL para termos força. E continua sendo!

Até a Copel chegar a esta proposta, foram realizadas três rodadas de negociação. Os sindicatos relataram e deixaram muito claro, antes, durante e após as rodadas de negociação, quais foram suas posições.

Podemos resumir as posições defendidas pelos sindicatos nas negociações em alguns eixos principais:

1- Defender um ajuste salarial e remuneratório que recompensasse a produtividade dos copelianos, cada vez mais exigida. Nossa pauta reivindicou:

– Ajuste salarial de 6%, mais dois steps da tabela salarial para todos os empregados;

– Abono de 2,0 remunerações individuais do empregado, acrescido do valor fixo de R$ 6.000,00 ;

– Correções acima do INPC em todos os auxílios e benefícios.

2- Defender o emprego contra demissões imotivadas, avaliações feitas unilateralmente e procedimentos administrativos feitos à revelia. Isso se traduzia em mais de uma dezena de itens da pauta de reivindicações, passando pela garantia de emprego, pelo sistema de avaliação de desempenho, pelo fim de transferências feitas unilateralmente, pelo direito de defesa do empregado nas avaliações de deempenho, pelo direito de compensar horas extras, etc.

3- Preocupação em garantir os direitos conquistados ao longo do tempo, diante das mudanças na legislação trabalhista, que não os garante mais, a menos que constem expressamente em Acordo.

As discussões em mesa de negociação foram grandes, com os dois lados apresentando dados e muito debate. Os sindicatos RECUSARAM EM MESA a primeira proposta remuneratória. Disseram NÃO igualmente para a segunda e exigiram que diretores viessem para a mesa de negociação, sendo então apresentada essa terceira proposta, que está em avaliação nas assembleias.

Divulgamos no link abaixo a ata das reuniões de negociação. Embora ela seja um relato geral, muito resumido, é importante para saber as diferenças de posição entre os sindicatos e a empresa e também como foi o andamento das reuniões.

Para ler a ata na íntegra, clique aqui: ATA ACT 2018_2019 outubro 

ASSEMBLEIAS AVALIARÃO PROPOSTA DA COPEL ATÉ 19/10, EM TODO ESTADO

cal assA proposta a que a Copel chegou nas negociações será agora submetida à avaliação dos copelianos e copelianas nas assembleias sindicais. As assembleias acontecerão até 19 de outubro, em várias localidades do Paraná.

Agora é a hora de se esclarecer, de debater e de tomar uma posição. As assembleias são o lugar para isso. É nelas que se decide e participar é fundamental para que a decisão seja efetivamente da maioria.

As assembleias são organizadas por cada entidade sindical, mas os resultados serão somados unificadamente. Acontece assim: os votos favoráveis, contrários, brancos ou nulos , são coletados em urna e lacrados.

No dia 22 de outubro, a partir das 14 horas, no Km 3, em Curitiba, as urnas serão abertas e os votos serão apurados e somados, saindo dessa soma a decisão dos trabalhadores.

 CONFIRA O CALENDÁRIO DAS ASSEMBLEIAS:

ASSEMBLEIAS DO STEEM (MARINGÁ E REGIÃO)

DATA LOCAL HORÁRIO
15/10 Cianorte – Sind. Alimentação – Av. Espírito Santo, 660 18:30h
17/10 Campo Mourão – Rua São José, 70 – Copel Clube de CMO 18:30h
17/10 Umuarama – Rua José Dias Lopes, s/n – CCERU 18:30h
18/10 Paranavaí – Av Gabriel Eperidião, s/n – Clube Copel 18:30h
18/10 Maringá – Rua Caxambu, 338 – ARCOM Clube 18:30h

ASSEMBLEIAS DO SINDEL (LONDRINA E REGIÃO)

DATA LOCAL HORÁRIO
11/10 Apucarana – Copel 8:00h
11/10 Jandaia do Sul – Copel 11:00h
11/10 BSU/SPI/SJI – Copel 13:00h
15/10 Arapongas – Copel 8:00h
15/10 SFE/LBO – Copel 11:00h
15/10 AST/IGU – Copel 17:00h
15/10 MAN/ALMAXOR/ELETROMECÂNICA – Copel Corruíras 8:00h
16/10 Cambé – Copel 8:00h
16/10 BVP/ALS/PMA –  Copel 11:00h
16/10 Ibiporã – Copel 8:00h
16/10 Assaí – Copel 11:00h
16/10 Atendimento Londrina – Copel Cincão 17:00h
17/10 Faxinal – Copel 8:00h
17/10 Manoel Ribas – Copel 11:00h
17/10 Cândido de Abreu – Copel 17:00h
17/10 Rolândia – Copel 8:00h
17/10 Jaguapitã – Copel 11:00h
17/10 CES/POR/FLO/CGI/SIC 17:00h
18/10 Ivaiporâ – Copel 8:00h
18/10 Borrazópolis – Copel 11:00h
18/10 Tamarana – Copel 17:00H
19/10 Agência Londrina – Copel 8:00h
19/10 Sede do Sindel – Londrina 17:30h

ASSEMBLEIAS DO SINEL (PONTA GROSSA)

DATA LOCAL HORÁRIO
18/10 Divisão de Transmissão Centro Sul, na Rua Moserote, 165, Jardim Santa Mônica 8:00h
18/10 Almoxarifado Dis. na Rua Charles Louis Jean Renault, 485, Parque Santa Lúcia 10:00h
18/10 Polo de Manutenção da Visconde de Mauá, na Avenida Visconde de Mauá, 1133, Vila Oficinas 17:00h
19/10 CTE Pgo, Rua Monte Alverne, 644, Jardim Carvalho 08:00h
19/10 Distrital Distribuição Centro Sul, na rua Joaquim Nabuco, 184 17:00h

ASSEMBLEIAS DO STIECP (CORNÉLIO PROCÓPIO E REGIÃO)

DATA LOCAL HORÁRIO
16/10 Jaguariaiva – Pátio da Empresa 13:00h
16/10 Wenceslau Braz – Pátio da Empresa 15:00h
16/10 Siqueira Campos – Pátio da Empresa 18:00h
17/10 SE-FRA – Pátio da Empresa 10:00h
17/10 Ibaiti – Pátio da Empresa 13:00h
17/10 Santo Antônio da Platina – Pátio da Empresa 18:00h
18/10 Bandeirantes – Pátio da Empresa 13:00h
18/10 Cornélio Procópio – Pátio da Empresa 17:00h

ASSEMBLEIAS DO SINDENEL (CURITIBA)

DATA LOCAL HORÁRIO
09/10 Agência Sítio Cercado 17:00h
10/10 Santa Quitéria 17:00h
11/10 Km3 12:00h
15/10 Agência Centro 08:00h
15/10 Edifício SEDE 12:00h
16/10 Padre Agostinho 12:00h
16/10 Atuba 17:00h
17/10 KM 0 ( Copel Barigui ) 08:00h
18/10 Sede do SINDENEL 08:30h

ASSEMBLEIAS DO SINDELPAR (VÁRIAS LOCALIDADES DO ESTADO)

DATA LOCAL HORÁRIO
09/10 Araucária 08:00h
09/10 Fazenda Rio Grande 13:00h
09/10 São José dos Pinhais 17:00h
10/10 Pinhais 08:30h
10/10 Antonina 08:30h
10/10 GPS 10:30h
10/10 Almirante Tamandaré 13:00h
10/10 Guaratuba 17:00h
10/10 Paranaguá 13:00h
11/10 Castro 13:00h
11/10 Telêmaco Borba 17:00h
15/10 Francisco Beltrão 08:00h
15/10 Pato Branco 11:00h
15/10 Pato Branco – SE 13:30h
16/10 Dois Vizinhos 08:30h
16/10 Usina Salto de Caxias 10:30h
16/10 Realeza 13:30h

ASSEMBLEIAS DO SINTEC

DATA LOCAL HORÁRIO
11/10 Maringá – Agência 17:30h
15/10 Fco Beltrão – Agência 08:00h
15/10 Pato Branco – Condomínio 11:00h
15/10 Pato Branco – Subestação 13:30h
15/10 Umuarama – Condomínio 17:30h
16/10 Dois Vizinhos – Agência 08:30h
16/10 Salto Caxias – Usina 10:30h
16/10 Realeza – Agência 13:30h
16/10 Campo Mourão – Agência 17:10h
17/10 Foz do Iguaçu – Agência 08:30h
17/10 Medianeira  – Agência 13:30h
17/10 Toledo – Agência 17:00h
18/10 Cascavel – Agência 08:30h
18/10 Londrina – Agência 17:00h

 

AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO: CORREÇÃO JUSTA E NENHUM RETROCESSO!!

wh4Um dos pontos importantes que serão retomados na negociação com a Copel na próxima quarta, 26/09, será o Auxílio-alimentação.

A proposta da Copel até agora é apenas corrigir o benefício pelo INPC-Alimentação, e ainda excluir a 13ª parcela desse auxílio, em função de questionamentos do Ministério do Trabalho sobre sua legalidade. A reivindicação da pauta dos copelianos é que seja pago o valor mensal de R$ 1.250,00.

Corrigir pelo INPC-Alimentação, como propõe a Copel, significa um reajuste menor do que o INPC que mede os preços em geral. A estimativa da empresa é que o INPC-Alimentação acumulado dos últimos 12 meses fique em 1,42%. Já o INPC geral dos últimos 12 meses está estimado em 3,94% pelo DIEESE.

Mais um dado importante a ser considerado é que o valor da alimentação em Curitiba, segundo a medida do INPC, está acima da média brasileira. De outubro/2017 até agosto/2018, a alimentação fora do domicílio em Curitiba teve alta de 4,4%. Já a alimentação no domicílio teve alta de 3,52%. Ou seja, não é justo a Copel penalizar seus empregados escolhendo o índice mais baixo.

Na opinião dos sindicatos, a Copel deveria retomar a negociação do Auxílio-alimentação já garantindo o reajuste pelo INPC, para melhorar a proposta a partir daí. E o mesmo raciocínio se aplica também para o vale-lanche.

COMO FAZER NO CASO DO 13º AUXÍLIO-ALIMENTAÇÃO?

wh3Em relação ao 13º Auxílio-alimentação, a Copel recebeu em fevereiro notificação do Ministério do Trabalho e Emprego – MTE de que não deveria praticar o pagamento do 13º Auxílio-alimentação no ano, porque isso configura utilizar o benefício como premiação, o que não é permitido pela legislação que o instituiu.

Por esta legislação, a qual a Copel aderiu, a Empresa goza de benefícios fiscais, ou seja, isenção de parte dos impostos a pagar, ao conceder o Auxílio aos empregados. Se não seguir as regras ela é descredenciada e não pode mais contar com essa isenção. A Copel, segundo informaram seus representantes, apresentou justificativas ao MTE para manter o benefício, mas elas não foram acatadas.

Na opinião dos sindicatos, os trabalhadores não podem ser prejudicados com redução de benefícios já conquistados em negociação. Esse deve ser o ponto de partida para negociar uma solução.

Copelianos já sugeriram alternativas como diluir o valor do 13º Auxílio nas demais parcelas mensais. A negociação vai ser o momento para colocar alternativas na mesa, sempre seguindo o princípio de não diminuir o que foi conquistado. Esse será o parâmetro de que partirão os sindicatos.

HORA DE AJUSTE SALARIAL E ABONO BOM

Até agora, a proposta da salarial da Copel está assim:

não dá 2– Reajuste salarial pelo INPC:

  • A empresa estima que o INPC acumulado de outubro/17 até setembro/18 fique em 3,64%;
  • A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%.

A reivindicação da  pauta dos copelianos é  um reajuste salarial de 6%.

não dá 3– A proposta de abono salarial da Copel é de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27.

Essa proposta é MUITO INFERIOR ao que reivindicamos na pauta: abono de duas remunerações, mais o fixo de R$ 6.000,00. É inclusive MUITO INFERIOR ao valor pago no ano passado.

Para os sindicatos, há necessidade de um ajuste salarial acima da inflação e de um abono bom, que compensem perdas e recompensem a produtividade maior dos empregados.

De 1994 até 2017, houve uma inflação de 423,24%, enquanto os salários na Copel foram reajustados em 359,72%. Há um resíduo inflacionário que não foi reposto aos salários, de 13,82%. Além disso, nos últimos anos os copelianos tiveram que produzir ainda mais, com metas crescentes e menos empregados.

A proposta salarial voltará a ser negociada entre os sindicatos e a empresa dia 26/09. É importante que copelianos e copelianas deixem claro seu descontentamento e a expectativa de melhoria da proposta.

A SITUAÇÃO DA EMPRESA VAI MUITO BEM ESSE ANO

O lucro líquido da Copel em 2017 cresceu para R$ 1 bilhão, 118 milhões e 255 mil. Se no período 2015/2016 houve baixa de -30,90%, o período 2016/2017 mostrou recuperação de 27,88% nessa margem de lucro.

O patrimônio líquido da empresa vem crescendo ano a ano, sem quedas. Em 2017, o patrimônio correspondeu a R$15 bilhões, 510, milhões e 503 mil. No período 2016/2017, cresceu mais 3,55%.

A receita operacional da empresa saiu de um momento negativo em 2015/16, de -11,04%, para um crescimento de 7,04% em 2016/17.

Em resumo:

#ASSIMNÃODÁ     PRECISA MELHORAR!!

CONFIRA A NEGOCIAÇÃO PONTO-A-PONTO

não dá 1

Nos dias 11, 12 e 13 de setembro, a Copel e os sindicatos que representam os copelianos estiveram reunidos negociando a pauta de reivindicações dos trabalhadores, visando o Acordo Coletivo de Trabalho – ACT 18/19.

No dia 13 a Copel apresentou a proposta salarial e remuneratória. Os sindicatos consideraram a proposta ruim e muito abaixo das expectativas, e a rejeitaram em mesa de negociações. Isso quer dizer que discordam dela e não vão levá-la à apreciação dos trabalhadores em assembleias, enquanto não melhorar bastante.

No dia 26, próxima quarta-feira, as negociações serão retomadas.

Apresentamos aqui um relato detalhado sobre todos os pontos negociados até agora e como está a proposta da Copel em relação a cada um deles, para o conhecimento de todos.

É fundamental agora deixarmos claro que esta proposta NÃO NOS SATISFAZ!

Vamos comentar e espalhar: #assimnãodá

 VEJA COMO A COPEL RESPONDEU CADA PONTO DAS NOSSAS REIVINDICAÇÕES:

 CLÁUSULAS A SEREM MANTIDAS SEM ALTERAÇÕES

Em relação a esses itens, que tratam dos direitos já conquistados em acordos anteriores, a empresa concorda em manter a maioria, mas há restrições. É bom lembrar que com a reforma trabalhista caiu o direito a ultratividade, ou seja, nenhum direito anteriormente conquistado vale mais, a não ser que esteja confirmado no Acordo Coletivo.

CLÁUSULA PRIMEIRA – ABRANGÊNCIA DO ACT: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA SEGUNDA – DESCONTOS ESPECÍFICOS NO SALÁRIO DO EMPREGADO: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA TERCEIRA – DOS DESCONTOS DIVERSOS EM FAVOR DOS SINDICATOS: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA QUARTA – CRÉDITO DE SALÁRIOS: tendo em vista a lei da portabilidade, que permite ao empregado receber os seus proventos em qualquer instituição bancária, a cláusula se tornou desnecessária.

CLÁUSULA QUINTA – DATA DE PAGAMENTO DE SALÁRIOS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo o pagamento até o dia 25 de cada mês.

 CLÁUSULA SEXTA – VALOR LÍQUIDO MENSAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante no mínimo 30% da remuneração total bruta do mês.

 CLÁUSULA SÉTIMA – ANTECIPAÇÃO DO 13º SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, ficando garantida  a antecipação em janeiro de 50% da remuneração.

 CLÁUSULA OITAVA – REMUNERAÇÃO DAS HORAS EXTRAORDINÁRIAS: a Copel vai manter a Cláusula, garantindo remuneração com acréscimo de 50% sobre o valor da hora normal e  100% para as trabalhadas em domingos, feriados, e folgas para aqueles que cumprem expediente em regime de revezamento.

CLÁUSULA NONA – ADICIONAL NOTURNO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA – INSALUBRIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

 CLÁUSULA DÉCIMA PRIMEIRA – ADICIONAL DE PENOSIDADE: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA SEGUNDA – ASSISTÊNCIA JURÍDICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante assistência jurídica na defesa de empregado, no exercício regular de suas funções/atividades.

 CLÁUSULA DÉCIMA TERCEIRA – REDUÇÃO DE JORNADA E SALÁRIO: a Copel vai manter a Cláusula, deixando opcional a redução de carga horária de 8 para 6 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO QUADRO FUNCIONAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante que, em caso de alteração do controle acionário majoritário não haja dispensa de empregados sem justa causa pelo prazo de 05 anos.

CLÁUSULA DÉCIMA QUINTA – JORNADA SEMANAL LEGAL: a Copel vai manter a Cláusula que garante a jornada semanal de 40 horas.

CLÁUSULA DÉCIMA SEXTA – COMPENSAÇÃO DE HORAS EXTRAORDINÁRIAS E DE SOBREAVISO, MEDIANTE ACORDO INDIVIDUAL: a Copel propôs alteração da cláusula já existente no ACT 17/18, com a extinção do parágrafo primeiro que garantia a possibilidade de compensação de horas extras e de sobreaviso já realizados. Alegou que a medida visava diminuir passivo trabalhista, ondes  ações relativas ao tema são recorrentes. Os sindicatos discordaram enfaticamente dessa proposta e também que isso gere passivos trabalhistas, desde que o que for acordado seja cumprido. O assunto continuará em debate.

 CLÁUSULA DÉCIMA SÉTIMA – COMPENSAÇÃO DO EXPEDIENTE MEDIANTE FOLGA: a Copel vai manter a Cláusula que garante compensação de dias úteis com acréscimo de jornada em outros dias.

CLÁUSULA DÉCIMA OITAVA – SISTEMA DE REGISTRO DE PONTO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA DÉCIMA NONA – ADIANTAMENTO DE FÉRIAS: a Copel vai manter a Cláusula que assegura ao empregadoa concessão de adiantamento de férias de uma remuneração, para desconto em até 10 parcelas.

CLÁUSULA VIGÉSIMA – LICENÇA NOJO: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA PRIMEIRA – DA AMPLIAÇÃO DA LICENÇA MATERNIDADE E PATERNIDADE: a Copel vai manter a Cláusula que amplia em mais 60 dias a licença maternidade legal de 120 dias.  

 CLÁUSULA VIGÉSIMA SEGUNDA – LICENÇA PARA TRABALHADORAS VÍTIMAS DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA: a Copel vai manter a Cláusula que garante licença remunerada de 10 dias.

CLÁUSULA VIGÉSIMA TERCEIRA – REUNIÕES QUADRIMESTRAIS: a Copel vai manter a Cláusula. Os sindicatos consideram as negociações quadrimestrais fundamentais para um acompanhamento de efeitos de ações administrativas que interferem nas relações funcionais e no dia-a-dia do trabalho na empresa. Também são tratados assuntos relacionados a saúde dos trabalhadores e a segurança  no trabalho.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA QUARTA – MANUTENÇÃO DO PATROCÍNIO DA COPEL À FUNDAÇÃO COPEL: a Copel vai manter a Cláusula.

CLÁUSULAS EXISTENTES A SEREM ALTERADAS

CLÁUSULA VIGÉSIMA QUINTA – VIGÊNCIA E DATA-BASE: a Copel concorda com a cláusula.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SEXTA – AJUSTE SALARIAL: a Copel propõe apenas o reajuste pelo INPC, estimado por ela em 3,64%. A estimativa do DIEESE para os sindicatos é que fique em 3,94%. A reivindicação da nossa pauta é que o reajuste seja de 6%, pois há necessidade de ajustes salariais que compensem perdas passadas e recompensem a produtividade dos empregados.

CLÁUSULA VIGÉSIMA SÉTIMA – DA MANUTENÇÃO DA RENDA DE EMPREGADO REABILITADO: a Copel manterá o item como no ACT 17/18.

CLÁUSULA VIGÉSIMA OITAVA – ABONO: a proposta da Copel é de abono de 0,25 de uma remuneração básica, mais o valor linear de R$ 2.261,27. É MUITO INFERIOR ao abono de duas remunerações, mais o fixo de R$ 6.000,00, que foi reivindicado pelos copelianos. É inclusive MUITO INFERIOR ao valor pago no ano passado. E a situação financeira da empresa está melhor este ano.

 CLÁUSULA VIGÉSIMA NONA – PROGRAMA DE ALIMENTAÇÃO DO TRABALHADOR– PAT:

– Auxílio alimentação: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral,  e ainda excluir a 13ª parcela, em função de questionamentos do Ministério do Trabalho. A reivindicação da pauta dos copelianos é que seja pago o valor mensal de R$ 1.250,00.

– Vale lanche: a proposta da Copel é apenas corrigir pelo INPC-Alimentação, que está menor que o INPC geral. A reivindicação da pauta dos copelianos é o pagamento de 12 parcelas mensais de R$ 145,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA- AUXÍLIO EDUCAÇÃO: a Copel quer apenas manter valores atuais, sem qualquer reajuste, e ainda diz ser necessário rever o modelo posteriormente, no sentido de restringir o benefício às áreas de estudo de interesse da empresa. A reivindicação da pauta unificada dos copelianos é o pagamento de 100% do valor da mensalidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA PRIMEIRA- AUXÍLIO CRECHE: a proposta da empresa até agora é manter como ficou no ACT 17/18 (R$ 450,00), sem melhorias. A Copel alega que não vai melhorar, em razão de haver ações judiciais em torno desse benefício. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 550,00 por dependente.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEGUNDA – PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: a empresa propõe correção do valor pelo INPC. A reivindicação da pauta unificada é o valor mensal de R$ 880,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA TERCEIRA- DISPENSA DE EMPREGADOS: a Copel manterá os termos do  ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUARTA – DAS FÉRIAS e CLÁUSULA TRIGÉSIMA QUINTA- ABONO DE FÉRIAS: a Copel propõe manter o piso nos termos acordados no ACT 2017-2018 e permitirá o parcelamento das férias em até três períodos (a partir de janeiro de 2019). A reivindicação da pauta dos empregados é 1/3 (um terço) da remuneração a título de terço Constitucional e 2/3 (dois terços) a título de Abono de Férias, e a somatória das duas tendo como piso R$ 3.000,00.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SEXTA- LICENÇA PARA ACOMPANHAMENTO DE DEPENDENTES: a Copel manterá os termos do ACT 17/18. 

CLÁUSULA TRIGÉSIMA SÉTIMA – LIBERAÇÃO DE DIRIGENTE SINDICAL: a Copel propõe a manutenção da do que foi estabelecido no ACT 2017-2018. Os sindicatos buscam atualizar as liberações e insistem nessa necessidade.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA OITAVA – ALÍQUOTA DO PLANO PREVIDENCIÁRIO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Empresa não acata a proposta, argumentando que o assunto depende de aprovação do órgão regulador, a Previc – Superintendência Nacional de Previdência Complementar. A reivindicação da pauta dos copelianos é possibilitar  ao empregado a opção de adesão ao desconto da alíquota de 12%  do Plano Previdenciário da Fundação Copel, para todas as faixas, com a correspondente contrapartida do valor pelas Empresas.

CLÁUSULA TRIGÉSIMA NONA – MULTA – a Copel não altera nada em relação a cláusula, alegando não não pretender descumprir cláusulas do que for acordado.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA – FUNDO ASSISTENCIAL SINDICAL: o assunto continua em negociação. A pauta unificada reivindica que a Copel repasse aos sindicatos o valor de 2/30 trinta avos do salário nominal do mês de setembro de 2018, de modo que a Contribuição Assistencial não precise ser cobrada dos trabalhadores .

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA PRIMEIRA – MOBILIDADE DE PESSOAL: inicialmente, a Copel propos extinguir essa Cláusula do Acordo. Os sindicatos argumentaram com muita insistência sobre a importância de evitar tansferências de locais de trabalho que desestabilizem a vida pessoal e familiar do (a) copeliano (a). Diante das argumentações, a Copel concordou em manter a cláusula como está no ACT 17/18,  apenas retirando a expressão “processo seletivo interno”, que consta ali, uma vez que não se configura mais uma prática na Companhia.

CLÁUSULAS NOVAS:

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEGUNDA– GARANTIA DE EMPREGO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA TERCEIRA– CONTRIBUIÇÃO ASSISTENCIAL: o assunto está em discussão e depende da negociação do Fundo Assistencial Sindical.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUARTA – PISO SALARIAL DE ENGENHEIRO: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA QUINTA – SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHO: a Copel concorda em atender essa reivindicação, realizando reuniões quadrimestrais para tratar o assunto.

 CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SEXTA – DIREÇÃO DA FUNDAÇÃO COPEL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA SÉTIMA – ADICIONAL DE INSTRUTORES: a Copel não atende a reivindicação. Diz que a valorização dos instrutores deve ocorrer de outras maneiras dentro de sua política de pessoal.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA OITAVA – DIÁRIAS DE ALIMENTAÇÃO: assunto ainda em discussão.

CLÁUSULA QUADRAGÉSIMA NONA – ALTERAÇÃO NO INTERVALO DE ALMOÇO: não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA – POLÍTICA SALARIAL: a Copel não atende a reivindicação.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA PRIMEIRA – HOMOLOGAÇÃO: há impasse em torno do assunto, que continuará em discussão na próxima reunião. A Copel quer seguir os termos da reforma trabalhista, que a desobrigam de fazer homologação nos sindicatos. Os sindicatos consideram sua assistência aos trabalhadores nas homologações essencial para garantia de seus direitos e para sua orientação em relação aos procedimentos nesse sentido.

 CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA SEGUNDA – VALE CULTURA: a Copel não concede o benefício, alegando que a natureza fiscal das empresas do grupo não se enquadra na legislação que prevê a possibilidade, mediante benefícios fiscais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA TERCEIRA– INCLUSÃO DE DEPENDENTES NO PLANO DE SAÚDE: a Copel não atende a reivindicação.

 CLÁUSULA  QUINQUAGÉSIMA QUARTA– GRATIFICAÇÃO DE FUNÇÃO: a empresa não atende a reivindicação de estender o benefício aos cargos de supervisor, coordenador, encarregado, pregoeiro, gestor de contrato e gerente de projetos P&D. Vai efetuar o pagamento somente para as funções gerenciais formais.

CLÁUSULA QUINQUAGÉSIMA QUINTA – ADICIONAL DE RISCO PARA LEITURISTAS: a Copel não acata a cláusula. Entende que a remuneração da função já está prevista no Plano de Cargos e Salários – PCS.

NEGOCIAÇÃO QUADRIMESTRAL PASSOU POR DOZE ASSUNTOS

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Além da PLR, outros temas estiveram em debate e negociação entre sindicatos e a empresa durante a última terça-feira, 26/06, relacionados a discussão quadrimestral de assuntos diversos das relações de trabalho, da avaliação funcional e de saúde e segurança.

reunião 4

Júlio Shigeaki Omori fala aos sindicatos sobre as novas tecnologias na DIS

Inovações tecnológicas na distribuição

Um panorama de mudanças tecnológicas em processamento na DIS foi apresentado aos sindicatos por Júlio Shigeaki Omori, Superintendente Smart Grid da Copel, apontando novos equipamentos que estão em instalação no sistema, ligados às novas tecnologias de comunicação.

Os novos equipamentos permitem condições mais seguras de trabalho. Segundo Omori, a Copel é uma das empresas mais adiantadas na adoção dessas tecnologias, que informam e atuam nos possíveis defeitos no sistema, permitindo que sejam informados e imediatamente, isolando a suspensão de energia automaticamente por quadras nas cidades, evitando interrupções no fornecimento e agilizando serviços de reparos.

Os sindicatos fizeram perguntas ao Superintendente, em especial sobre impactos dessas novas tecnologias na segurança, nas relações de trabalho e possíveis centralizações, transferências e extinções de postos de trabalho decorrentes delas. O representante da empresa disse que a operação dessas tecnologias de ponta e muito mais segura e vão exigir novas capacidades e especialidades dos copelianos. Informou que no futuro próximo certas características de trabalho e funções vão se extinguir e outras serão necessárias em campo, com aptidões diferentes.

Padronização de horários dos eletricistas

A Copel padronizará os horários para eletricistas, para toda Companhia, saneando problemas com os horários flexíveis.

Terceirização da frota de veículos

A Copel enviará nos próximos dias aos sindicatos a NAC REVISADA relativa ao assunto, para conhecimento detalhado e avaliação.

Parecer do MT sobre vale-alimentação

Os sindicatos pediram a Copel informações sobre questionamentos do Ministério do Trabalho – MT, relacionados ao pagamento do 13º Vale alimentação aos copelianos.

A Copel informou que respondeu aos questionamentos do Ministério e que o órgão não aceitou os argumentos da empresa em favor do benefício, mas que ainda está buscando reverter o entendimento do Ministério.

Lembrando que esse benefício nasceu de negociações de Acordo Coletivo entre a empresa e os sindicatos, as entidades sindicais solicitaram acesso aos questionamentos do Ministério do Trabalho, para também avaliarem junto a suas assessorias jurídicas possíveis medidas em defesa do que entendem ser direito conquistado em livre-negociação. A Copel irá disponibilizar aos sindicatos a notificação recebida do MT.

Limitação de férias na DIS

Os sindicatos voltaram a questionar a situação de férias na DIS, no período de outubro até março, solicitando alterações na circular que limita a liberação de férias a 5% do quadro. A empresa não atendeu ao pleito, alegando que o procedimento se deve à demanda alta de serviços no período.

Custeio de exames complementares

Os sindicatos reivindicam da Copel que a área médica avalie pedidos de exames complementares, quando da realização de exames periódicos. As entidades sindicais lembraram que há casos em que o exame complementar não está previsto no rol ou requisições de exames possíveis de serem custeados, impossibilitando a emissão de laudos pelo médico, com a solicitação.

A Copel aceita esse custeio, havendo justificativas para exames complementares e pede que casos específicos sejam encaminhados, para análises específicas.

Os sindicatos solicitaram uma reunião com participação também da Fundação Copel, para discussão de exames periódicos e dos planos de saúde.

Fornecimento de uniformes antichama

A Copel informou aos sindicatos que já foi substituído o lote de uniformes que não estava de acordo com as especificações técnicas para garantia de segurança, e os novos uniformes, adequados, já estão distribuídos aos empregados. O procedimento foi solicitado pelos sindicatos em reunião anterior.

Fornecimento de lista de afastamentos médicos

Os sindicatos solicitaram da Copel lista de afastamentos médicos de empregados, para um diagnóstico dos problemas, detecção de problemas recorrentes e avaliação de possíveis relações com o ambiente de trabalho. A Copel vai analisar o pedido e responder na próxima reunião com as entidades representantes dos trabalhadores.

Punições originadas de observações das câmeras de veículos

Os sindicatos questionaram a Copel por punições originadas a partir de imagens das câmeras de veículos, levantando casos abusivos, como de punição de empregado que não estava usando camisa antichama em ocasião em que foi prestar informações a consumidor, o que configura exagero.

A assessoria jurídica dos sindicatos considera que os empregados devem ter ciência do registro de imagens e suas implicações, e direito de defesa em caso de imagens serem utilizadas em punições.

A empresa considera que as observações de atividades pelas câmeras de veículos devem ter o mesmo valor que observações realizadas in loco. Pede que casos de incoerência ou exageros sejam comunicados e tratados pelas especificidades.

Trabalhos em jornada extraordinária, sem sobreaviso

Sindicatos relataram a empresa existência de casos de empregados chamados para jornada extraordinária, não estando em sobreaviso. A empresa levantará possíveis casos, realizando cruzamento de dados, e trará o assunto para debate em próxima reunião.

Situação salarial de liberados para entidades sindicais

Os representantes sindicais solicitam à Copel a adoção de uma metodologia que permita crescimento salarial e de carreira a empregados liberados para atividades sindicais. Muitos dirigentes sindicais têm seus salários defasados em relação aos que trabalham em seus antigos setores e abaixo da média para as funções profissionais.

Para as entidades sindicais, é preciso considerar a importância do dirigente sindical liberado para que situações funcionais problemáticas sejam solucionadas, existam boas negociações de acordos, sejam dirimidos conflitos nas relações de trabalho e existam cuidados com a saúde e segurança do trabalhador.

A empresa vai abrir espaço para o debate futuro desse assunto.

Possibilidade de alteração da jornada de 8h para 6h

A empresa informou o número de empregados que aderiram a redução da jornada de 8h para 6h, propondo a padronização da documentação solicitada para a homologação dos processos junto às entidades sindicais. Houve a concordância com um prazo de 10 dias para homologação do aditivo necessário, com prazo de envio do mesmo até o dia 20 de cada mês. Os documentos necessários ao procedimento serão o contrato de trabalho, o aditivo para a nova jornada e a solicitação de alteração de jornada pelo empregado, manifestada pelo sistema APD. No sistema, o empregado deverá anexar email onde informou o sindicato que o representa de sua opção.

NOVA REUNIÃO MARCADA PARA 19/07

Sindicatos e Copel voltam a se reunir no dia 19/07, onde será encaminhada à empresa a Pauta Unificada de Reivindicações dos Empregados para as negociações do ACT 18/19. Na ocasião, também estarão em pauta a avaliação de desempenho e o seguro da frota de veículos.

PERSPECTIVAS DE CUMPRIMENTO DE METAS DE PLR EM 2018 SÃO BOAS, DIZ COPEL

reunião 1reunião 2Olá copelianos(as)

Os sindicatos e a empresa se reuniram durante todo dia da última terça-feira, 26/06, tendo em pauta a PLR/18 e a discussão quadrimestral de assuntos diversos das relações de trabalho, da avaliação funcional e de saúde e segurança.

No período da manhã o assunto foi a PLR/18. Por solicitação anterior dos sindicatos, a Copel apresentou indicadores e perspectivas de desempenho financeiro e também de inovações de gestão da distribuição, envolvendo implantação de novas tecnologias, eficiência dos serviços e novas características de aptidões funcionais. São fatores que influenciam as metas para a PLR e o futuro do trabalho na Copel.

PERSPECTIVAS DE RENTABILIDADE

Na reunião foram discutidos indicadores de rentabilidade da empresa, com apresentação de um panorama desse ano por Adriano Fedalto , da Diretoria de Finanças e Relações com Investidores.

Segundo Fedalto, um novo fator positivo é que este ano entram em contabilidade recursos gerados pelas usinas que começaram a operar. Segundo ele, as perspectivas do ano são boas.

Os sindicatos questionaram a meta de Rentabilidade do Patrimônio Líquido, onde não houve o desempenho desejado nos dois últimos anos, tornando preocupante essa meta. Os representantes da Empresa afirmaram que os indicadores de receitas caminham bem, e estão sendo monitorados. Vêem como plenamente possível trabalhar com essa meta. Diante do panorama de indicadores, o posicionamento da Copel para as metas de PLR é manter o que está ajustado nas negociações dos anos anteriores, adequando-se apenas os índices de cada meta, de acordo com a realidade prevista para o ano em exercício, de 2018.

Os sindicatos concordaram com a manutenção, ressalvando a necessidade de rever no futuro os indicadores, de acordo com seu desenvolvimento neste ano, sempre na perspectiva de melhorar o modelo, favorecendo o empenho dos copelianos.

ENCAMINHAMENTO DA PROPOSTA DA PLR/18

Ainda em relação à PLR, os sindicatos questionaram os representantes da empresa sobre o os prazos previstos na análise pelo CCEE – Conselho de Controle das Empresas Estatais,  buscando evitar demoras e ingerências do órgão na negociação. A empresa se comprometeu a enviar a minuta da proposta negociada para a PLR 18 para os sindicatos até amanhã, 29/06 e encaminhá-la para avaliação da CCEE depois de 05 dias, visando liberar a proposta o mais rápido possível para apreciação nas assembleias sindicais.

PAGAMENTO DA PLR/17

Em relação a PLR/17, foi feito um adiantamento agora aos empregados na ativa, que será oficializado como pagamento em setembro, com registro e tributação para os empregados ativos e pagamento também aos empregados desligados.

Para pagamento aos empregados desligados será necessário que os mesmos atualizem seus dados cadastrais junto à Copel, informando dados bancários, telefone e endereço, o que deve ser feito pelo e.mail [email protected]copel.com. A lista de empregados desligados será repassada pela Copel aos sindicatos, para que colaborem informando-os dos procedimentos.

Os sindicatos cobraram da Copel a divulgação das metas de 2017 aos empregados, de modo que todos possam ver e ter uma avaliação sobre os indicadores e o desempenho diante deles. A Copel assumiu a responsabilidade de fazer a divulgação na próxima quinzena.

GOVERNO QUER PRIVATIZAR DISTRIBUIDORAS DA ELETROBRAS COMO “CONSOLO” AOS INVESTIDORES

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consoloNotícia de ontem na imprensa (jornal “O Globo”; InfoMoney): o governo Temer já não espera conseguir privatizar a Eletrobras esse ano, mas quer dar um consolo aos que esperavam pela privatização, acelerando a venda, em 2018, das distribuidoras da Eletrobras no Norte e Nordeste. O blog COLETIVO já havia adiantado essas duas tendências.

É importante que se diga aqui com todas as letras o que a imprensa ligada aos interesses de mercado deixa de dizer: quem espera e quer isso a todo custo são grandes grupos econômicos de investidores, para os quais esse é um negócio muito promissor, já que estão loucos para controlar, pagando valores irrisórios, um mercado gera mais de 30% da energia consumida no país e distribui quase 50% dela.

Na última sexta, 15/06, o governo publicou no Diário Oficial da União o edital de leilão de seis distribuidoras, a Amazonas Distribuidora de Energia S.A, a Boa Vista Energia S.A, a Companhia de Eletricidade do Acre – Eletroacre, a Companhia Energética de Alagoas – Ceal, a Companhia Energética do Piauí – Cepisa e a Centrais Elétricas de Rondônia S.A. – Ceron. Elas  atuam no Acre, Alagoas, Amazonas, Roraima, Rondônia e Piauí.

O edital foi publicado pelo BNDES – Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social e estabelece a forma e as condições para a privatização. A forma se dará mediante concessão de serviço público, ao mesmo tempo associada a transferência de controle acionário das empresas. Assim, é como se o governo apenas deixasse de controlar as empresas, continuando acionista. Na prática, além de ceder controle de mercado, cede um imenso patrimônio construído. O valor mínimo fixado no edital para a venda de cada uma das concessionárias, de R$ 50 mil, apenas complementa a imensa piada de mau gosto que é essa privatização.

O fato de ter publicado o Edital visando privatizar as distribuidoras não significa que o governo vá conseguir efetivá-las. A Medida Provisória 814, que visava dar aos compradores segurança em relação aos passivos dessas empresas, à medida em que seriam assumidos pela Eletrobras Holding, caducou sem ser aprovada na Câmara dos Deputados. O governo enviou no início desse mês um projeto de lei nesse sentido, em regime de urgência e intenciona aprova-lo antes do recesso parlamentar de julho.

O Coletivo Nacional dos Eletricitários trabalha intensamente para brecar a votação do projeto e impedir a intenções do governo.

 Valdir Grandini, Jornalista da assessoria dos coletivos sindicais

AGO APROVA MONTANTE DA PLR E DATA DO PAGAMENTO SERÁ DEFINIDA EM BREVE

olhandoOlá copelianos(as) O montante a ser pago como PLR aos empregados da Copel, proposto pela diretoria, foi ratificado na manhã de hoje, 15/06, pela AGO – Assembleia Geral dos Acionistas, que aprovou também a distribuição de 25% dos lucros como dividendos aos acionistas.

Nos próximos dias, os sindicatos estarão conversando com a empresa, buscando a definição da data do pagamento. Há expectativa de que até 18/06 a Copel defina a data, pois a empresa solicitou ao governo autorização para pagar os empregados antes dos acionistas. Leandro Grassmann, vice-presidente do Sindicato dos Engenheiros – Sengr-Pr, que participou da AGO, consignou em ata pedido de a empresa adiante parcialmente a PLR, em caso de negativa do Governo diante da solicitação da Copel.

Conforme já informado anteriormente aos sindicatos pelos representantes da Copel, 8.581 empregados receberão a PLR/17. O montante destinado a cada empregado deve ficar em torno de R$ 7.846,00.

Para os valores individuais serão apuradas as ausências não justificadas, suspensões, faltas, punições e as proporcionalidades de admissão e demissão dos empregados em 2017.

SINDICATOS TERÃO NEGOCIAÇÃO COM A COPEL DIA 26

No dia 26/06 os sindicatos têm nova reunião definida com a empresa, com agenda programada para o dia todo. Dois eixos de negociação estão previstos: a discussão quadrimestral, definida em Acordo Coletivo para tratar de assuntos diversos, e questões relacionadas à PLR.

Em relação a negociação quadrimestral, os sindicatos encaminharam à Copel uma relação de assuntos para tratar na reunião:

1- Pagamento PLR aos empregados desligados;

2- Padronização de mudança de horário dos eletricistas;

3- NAC revisada tratando da frota terceirizada;

4- Posição do MPT em relação ao Vale alimentação;

5- Necessidade, levantada pelos sindicatos, de alteração de Circular da Copel Distribuição contingenciando a quantidade prevista de férias para o período de Outubro até Março (5% do quadro);

6- Questões de Saúde e Segurança no Trabalho: posição em relação a solicitação dos sindicatos de que a área médica da COPEL avalie os pedido de exames complementares, quando da realização dos periódicos.

7- Fornecimento de Uniformes Antichama: informações da Copel aos sindicatos sobre a situação atual do fornecimento de uniformes e das inspeções de segurança, após a Copel ter solicitou a substituição do lote de equipamentos;

8- Fornecer pela Copel às Entidades Sindicais da lista de empregados com afastamento médico.

9- Informações da Copel aos sindicatos sobre punições de empregados, diante de situações observadas pelas câmeras dos veículos:

10- Informações da Copel sobre trabalhos em jornada extraordinária, verificada junto à DIS;

11-Informações financeiras sobre processos relevantes que impactem no resultado financeiro da empresa;

12- Informações da DIS sobre manutenções preventivas na Copel;

13- Rediscussão do sistema de avaliação de empregados na Copel;

14- Remuneração salarial de empregados Liberados para entidades.

Informaremos sobre o resultado da reunião quadrimestral.

Valdir Grandini, jornalista da assessoria de comunicação dos sindicatos