ACT 2015-2015 Sindicatos apresentam suas críticas e ponderações aos representantes da Copel.

Sindicatos reiniciam negociação.SINDICATOS COBRAM REVISÃO DA PROPOSTA. NOVA REUNIÃO ACONTECE DIA 01/10.

Publicado em 24 de setembro de 2015 por coletivocopel

Na foto, sindicatos

As negociações entre os sindicatos e a Copel reiniciaram as 14:07h desta quinta, desta vez com a presença, pela Copel, do Diretor de Gestão Empresarial, Gilberto Mendes Fernandes. O técnico do DIEESE que assessora os sindicatos na negociação em relação ao cenário econômico-salarial, Fabiano Camargo, fez detalhada exposição sobre a produtividade da Copel e os cenários de negociações no Brasil, reforçando a necessidade de uma proposta que faça justiça aos trabalhadores copelianos.

Os sindicatos pontuaram o que consideram fundamental no caminho de uma boa proposta salarial:

– Reajuste pelo INPC integral, mais ganho salarial real, sem parcelamento do reajuste;

– Reajustes nos benefícios (auxílio-alimentação, vale lanche, auxílio-creche e auxílio-educação) também acima da inflação, tendo em consideração que a variação da inflação nesses itens foi maior que o INPC geral.

– Melhoria significativa no abono salarial e aplicação sem diferenciação;

– Rever os critérios recentes de PCCS, que diminuíram os níveis salariais de ingresso e estabelecimento de uma política de valorização salarial para as carreiras, sem discriminações seletivas nos enquadramentos salariais.

Após ouvir as ponderações dos sindicatos, o Diretor Gilberto Fernandes afirmou que vai levá-las em consideração, dizendo que a satisfação do empregado, ao lado da satisfação do consumidor, sustentam o desenvolvimento da Empresa. O

Diretor ponderou pela necessidade de suspender a negociação por um tempo, para reformulação da proposta.

A reunião com o diretor encerrou-se as 15:15h. Continuam em discussão ainda hoje alguns itens administrativos das reivindicações dos trabalhadores. Nova rodada de negociações ficou agendada para a próxima quinta-feira, dia 01 de outubro.

COPEL APRESENTA “PROPOSTA” PARA OS ITENS REMUNERATÓRIOS

Na negociação da manhã desta quinta, que terminou as 12 horas e 15 minutos, cravados,  a Copel apresentou uma proposta inicial em resposta às reivindicações remuneratórias da pauta dos trabalhadores. As negociações continuarão no período da tarde. A proposta é a seguinte:

Reajuste salarial:  Reajustar pelo INPC, de forma parcelada: 6% em outubro e a diferença do período outubro 2014 a outubro 2015 aplicada em fevereiro, sem compensação retroativa aos salários de outubro a fevereiro.

 Auxílio-alimentação:  Reajuste pelo INPC, sem escalonamento.

 Vale lanche:  Reajuste pelo INPC.

 Pessoas com deficiência:  Reajuste de R$ 520,00 para R$ 550,00.

 Auxílio-educação:  R$ 750,00

 Abono:  85% de uma remuneração, com R$ 3.000,00 de valor fixo para empregados com salários até R$ 4.000,00.

 PROPOSTA INACEITÁVEL, RESPONDEM OS SINDICATOS

Os sindicatos não aceitaram em mesa a proposta da Copel. Consideraram que ela não pode sequer ser considerada uma proposta para apresentar aos trabalhadores para avaliação deles, merecendo ser rejeitada na própria mesa de negociação. A proposta foi tratada pelos sindicatos como “extremamente desmotivante”.

Os dados apresentados pela assessoria prestada pelo DIEESE aos sindicatos mostram o motivo da decepção dos líderes sindicais:

– 70% das categorias de trabalhadores com negociações recentes tiveram ganhos reais nas negociações salariais, apesar da crise econômica. Ou seja, tiverem a reposição integral das perdas inflacionárias, sem parcelamentos e com ganhos acima da inflação.

– A remuneração média dos trabalhadores copelianos só cresceu 7% no período dos últimos anos, bem abaixo da inflação e do crescimento da empresa.

– A inflação em Curitiba e no Paraná, é maior que nas demais capitais brasileiras, em boa parte motivada pelos aumentos de tarifas de energia que foram praticadas aqui.

– A alimentação no Paraná subiu mais do que a média geral da inflação, o que justifica aumentos salariais maiores que os índices inflacionários. Isso mostra a necessidade de reajustes maiores também no auxílio-alimentação e vale-lanche.

– As creches também tiveram reajustes maiores que a média inflacionária, o que também justifica reajuste maior neste benefício.

– A Copel repassou todos os aumentos de custos nas tarifas, o que torna incoerente não tratar da mesma forma a proposta salarial para a negociação.

Por todas essas razões, os sindicatos colocaram aos representantes da Empresa a necessidade de avançar no período da tarde, considerando a proposta apresentada inicialmente muito aquém de algo aceitável, sequer para levar para assembleias.

NEGOCIAÇÕES CONTINUAM À TARDE

Para os sindicatos, ou a proposta evolui no período da tarde, ou estaria rejeitada já na mesa de negociações.

Alguns copelianos, ao saberem dos primeiros dados, enquanto as negociações estavam ainda em andamento nesta manhã, questionaram não termos ainda divulgado a proposta aqui no blog COLETIVO. Não divulgamos porque estava ainda em andamento a negociação e a proposta poderia mudar, como deve mudar ainda hoje. Alertamos que temos tido atitudes transparentes, responsáveis e críticas. E que os sindicatos deste COLETIVO têm postura de luta.

Seguiremos firmes nesse compromisso. Assim que a Copel fechar a proposta, vamos apresentá-la na íntegra, com todas as críticas necessárias, tanto no que diz respeito às questões econômicas e salariais quanto as questões administrativas, que visam emprego estável, saúde e segurança no trabalho e outros benefícios e garantias.

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