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NEGOCIAÇÃO DA PLR 17/18 MARCADA PELA PREOCUPAÇÃO EM GARANTIR OS CRITÉRIOS

NEGOCIAÇÃO DA PLR 17/18 MARCADA PELA PREOCUPAÇÃO EM GARANTIR OS CRITÉRIOS

plr-1Na tarde desta terça-feira, 07/02, os sindicatos e a Copel tiveram a primeira reunião de negociação em torno da PLR 17/18. Foram discutidos os critérios para as metas e para o montante relacionados à PLR.

Na negociação, os sindicatos e a empresa mostraram entendimento comum por manter os critérios que fizeram parte da negociação da PLR no ano passado.

Em relação ao modo de definir o montante de recursos para a PLR, existem duas alternativas que estão em pauta na negociação:

1- Pagamento com base em média do valor pago nos últimos anos. Nessa lógica, os empregados ficam mais garantidos.

2- Alternativamente, o montante poderia ser definido com base no percentual a ser pago aos acionistas, o que leva a uma dependência dessa decisão.

Os primeiros entendimentos alcançados na negociação vão no sentido lidar com critérios já submetidos ao CCEE – Comitê de Controle das Empresas Estatais (órgão criado pelo governador para controlar as negociações). Assim se protege a negociação da PLR de riscos de retrocesso.

Está em discussão a possibilidade de aprovar agora os critérios para a PLR para os próximos dois anos, ou seja, tanto para 2017 quanto para 2018. Dessa forma, as possíveis mudanças políticas não colocariam em risco os critérios amadurecidos nas negociações.

Os sindicatos veem com simpatia a manutenção dos critérios construídos em 2016. Também acham interessante negociá-los para os próximos dois anos. Porém, consideram importante conhecer melhor os cenários e expectativas de finanças e de produtividade da empresa para o período.

Uma nova reunião de negociação da PLR ficou, então, agendada para 22 de fevereiro, no período da tarde, onde a Copel apresentará esses indicadores para análise.

Manteremos todos informados.

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ESCLARECIMENTO SOBRE A PLR

ESCLARECIMENTO SOBRE A PLR

esclarOlá copelianos

Durante o dia de hoje, quinta, 24/11, um item da minuta do Acordo coletivo da PLT, o parágrafo 3º da Clausula 1ª, levantou dúvidas entre os copelianos e os sindicatos sobre seu significado.

O parágrafo diz o seguinte:

O empregado somente fará jus à participação convencionada com a empresa à qual está vinculado por meio de contrato de trabalho, independentemente de sua lotação, vedada qualquer participação nos lucros e resultados de mais de uma empresa estatal, pertencente ou não ao mesmo grupo ou conglomerado”.

Os sindicatos solicitaram a Copel esclarecimentos quanto ao sentido da redação do item e a empresa explicou que ele foi inserido por solicitação do Comitê de Controle das Empresas Estatais – CCEE, visando deixar claro que o empregado de empresa estatal somente pode receber a PLR relativa a uma empresa estatal, evitando-se que empregados cedidos ou requisitados em outra empresa que não aquela que o emprega recebam PLR em duplicidade.

Com esse esclarecimento, fica claro que o item não representa qualquer risco ao direito do copeliano à PLR. Existe item semelhante nos acordos de PLR da Itaipu, por exemplo. A Copel assumiu o compromisso de esclarecer o assunto aos trabalhadores, através das gerências. Os sindicatos consideram importante que as dúvidas sejam prontamente resolvidas e também farão esse esclarecimento, nos informativos e nas assembleias de avaliação da PLR, em andamento.

PEC PENALIZA ASSALARIADOS E POUPA AFORTUNADOS

PEC PENALIZA ASSALARIADOS E POUPA AFORTUNADOS

pec-55Com a Proposta de Emenda Constitucional – PEC 55, em tramitação no Senado, o governo de Michel Temer alega querer controlar os gastos públicos e propõe que as despesas da União só possam crescer de um ano para outro com base na inflação do ano anterior, medida pelo IPCA, por um período de 20 anos.

Uma parcela grande de economistas, o movimento sindical e diversos movimentos sociais criticam a PEC porque ela não ataca a injustiça fiscal no Brasil, que já favorece os mais ricos, e pretende passar também a conta do chamado “ajuste fiscal” para os mais pobres, ao estagnar os investimentos públicos em saúde, educação, salário mínimo e previdência social.

Segundo Grazielle David, assessora política do Instituto de Estudos Socioeconômicos –  Inesc, em artigo na revista Carta Capital, o governo Temer foca o ajuste fiscal na redução de despesas ao invés de focar na ampliação de receitas e erra com isso, pois nos últimos anos o que tem abalado as contas públicas tem sido a redução das receitas.

Grandes empresários e movimentadores financeiros, aponta Grazielle, praticam amplamente tanto a elisão fiscal quanto a sonegação. Elisão fiscal são as brechas na lei para reduzir ou evitar pagar tributos. E a sonegação, ilegal, é a burla e descumprimento das legislações tributárias. Um estudo do Sinprofaz – Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda, indica que em 2015 a sonegação fiscal média no Brasil ficou em 23,2% da arrecadação, o que equivaleu a 453 bilhões de reais ou 7,7% do PIB brasileiro.

Vale lembrar que sonegação fiscal é corrupção, embora o empresariado e a grande mídia queiram justificá-la dizendo que a carga tributária brasileira é alta demais. Ocorre que a carga tributária é acima de tudo mal distribuída. Ela pesa mais sobre os assalariados e a classe média e poupa grandes fortunas e grandes movimentações financeiras. Mas quem diz que o governo Michel Temer quer mexer nesse vespeiro?

 

INFORMAÇÕES SOBRE A TRAMITAÇÃO DA PEC 55

– A previsão é que a PEC 55 tenha sua primeira votação no Senado Federal dia 29 de novembro;

– Para aprovação definitiva há duas votações. A segunda está agendada para 13 de dezembro;

– Para aprovação de uma emenda constitucional no Senado é necessário o voto de uma maioria absoluta de pelo menos 49 senadores, nas duas votações previstas;

– Se houver alterações na proposta, que já foi aprovada pela Câmara dos Deputados, ela terá que ser novamente apreciada e votada ali.

Pela PEC 55, senadores governistas esquecem a Constituição

delet-constA Proposta de Emenda Constitucional – PEC 55 tem sua primeira votação no senado prevista para o dia 29 de novembro e a segunda votação para 13 de dezembro. Na Câmara dos Deputados, a PEC tramitou como PEC 241 e foi aprovada. Para ser aprovada no Senado, é preciso o voto de pelo menos 49 senadores nas duas votações previstas.

Mas os senadores governistas parecem dispostos a esquecer da própria constituição para aprová-la. Na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, o relatório do senador governista Eunício Oliveira foi aprovado por 19 votos a favor, tendo 7 votos contrários, dia 9 de novembro. Eunício Oliveira disse, na ocasião, não ver “qualquer violação” constitucional na PEC.

O voto dos governistas fez de conta que nem existia um estudo da Consultoria Legislativa do Senado, de 48 páginas, apontando que a PEC fere as chamadas “cláusulas pétreas” da Constituição, consideradas invioláveis, que não poderiam ser mudadas por emendas constitucionais. Entre as cláusulas pétreas está o princípio de vedação ao retrocesso social. Caso os investimentos na elevação do valor do salário mínimo, na saúde e na educação fiquem reajustados apenas pela inflação, enquanto a demanda social cresce muito além, o retrocesso social estará configurado, aponta o estudo.

CENÁRIO ECONÔMICO DA COPEL FOI TEMA DE DEBATE NA TARDE DE NEGOCIAÇÃO

CENÁRIO ECONÔMICO DA COPEL FOI TEMA DE DEBATE NA TARDE DE NEGOCIAÇÃO

O início da tarde de negociações desse dia 21/09 entre os sindicatos e a empresa foi marcado por um debate de cenário da situação econômica e financeira envolvendo a Copel e as empresas do setor elétrico, antecedendo a apresentação da proposta salarial pela empresa, que deve acontecer amanhã.

A exposição da Copel foi feita por Adriano Fedalto, responsável pela contabilidade da holding, que abordou o ambiente de negócios em torno da geração, da transmissão e da distribuição, além do universo da Copel Telecom.

O ano de 2016 foi diferente em termos de negócios de geração, com uma retração, onde em 2015 houve faturamento de R$ 2 bilhões com negócios de geração e neste ano não houve faturamento positivo. Há oferta abundante de energia e as termelétricas estão paradas, comentou Adriano Fedalto. O desafio, segundo ele, é buscar ampliar a venda de energia no mercado livre.

Em termos de transmissão, houve a contabilização positiva de R$ 1,355 bilhão (R$ 977,8 milhões na Receita Operacional Líquida e R$ 645,3 milhões no Lucro Líquido), em função da contabilização de recebíveis referentes a indenização pelos ativos de transmissão da Rede Básica de Sistema Existente – RBS, anteriores a maio de 2010. A entrada de receitas relativa a essa contabilização, entretanto é lenta e virá apenas nos próximos anos, alertou o analista da Copel.

Há expectativa de entrada de receitas vindas de geradoras que estavam em construção, consumindo recursos e agora estão entrando em funcionamento, como é o caso das SPE’s de Matrinxã e Guaraciaba, mas essa arrecadação é ainda para o futuro do caixa da empresa.

Em termos de distribuição, houve a renovação dos contratos de concessão da Copel, o que é positivo. No entanto, esse segmento da Copel registrou prejuízo de R$ 100 milhões no primeiro semestre, com queda de receitas. As entradas compensatórias virão no segundo semestre de 2016.

A Copel Telecom, por sua vez, tem crescido como negócio e em sua carteira de clientes. Registrou um aumento de 50 mil consumidores de varejo em 2016.

Adriano Fedalto posicionou em sua exposição também a preocupação com a provisão que a Copel está fazendo para contingências, da ordem de R$ 200 milhões em 2016, que exige a retenção de ativos financeiros. Essas contingências orçamentárias são para gastos com tributos, gastos cíveis com demandas judiciais de consumidores e gastos com ações trabalhistas. As ações trabalhistas ocupam R$ 40 milhões do total.

SINDICATOS COBRAM JUSTIÇA AOS RESULTADOS PRODUZIDOS PELOS COPELIANOS

logo-campanha-2Os sindicatos, por seu lado, registraram que a contribuição dos trabalhadores para o crescimento do número de consumidores atendidos, para a satisfação dos consumidores e para a produtividade geral da Copel só faz crescer no correr dos anos. As situações de crescimento ou diminuição temporária de arrecadação não tem a ver com as atividades dos copelianos. Pelo contrário, nesse período todos os trabalhadores da Copel empreenderam grandes esforços para contribuir e melhorar o desempenho da empresa.

Os sindicalistas comentaram que os lucros expressivos e recordes que a Copel tem registrado nos anos recentes, inclusive em 2016, da ordem de R$ 1,132 bilhão no primeiro semestre, precisam ser distribuídos não só aos acionistas, mas transformados em melhor remuneração e benefícios aos trabalhadores.

Com a contribuição de Fabiano Camargo, economista do DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos, os sindicatos fizeram importantes contrapontos ao cenário apontado pela Copel.

Um dos argumentos é que ganhos com geração de energia não tem como ser constantes, pela sazonalidade de mercado, porém, a diminuição da arrecadação com venda de energia e menores tarifas tem compensação parcial com menores custos de geração, principalmente pelo não acionamento da UEG (cerca de R$ 600 milhões em 2016), que ajudam a aliviar a situação de queda dessas receitas.

Fabiano registra que os dados mais gerais da distribuição mostram crescimento de 12% da receita do fornecimento de energia. Se houve redução do preço das tarifas, ponderou Fabiano Camargo, também há certa compensação porque diminuem os custos da Copel com a compra de energia, que foram expressivos, com redução de R$ 1,3 bilhão no consolidado do grupo, resultando em queda de quase 30% em relação ao primeiro semestre de 2015. Não podemos apenas projetar o lado negativo, ponderou Fabiano, pois a situação geral da Copel é de equilíbrio e crescimento.

O blog do COLETIVO CSEC continuará a fornecer informações do andamento das negociações. Acompanhem.

TEMER ANUNCIA MEDIDAS QUE GOLPEIAM DIREITOS TRABALHISTAS E SOCIAIS

fora temerPublicado em 1 de setembro de 2016 por coletivocopel

Os trabalhadores brasileiros devem se preparar para lutar pelos direitos duramente conquistados ao longo de mais de 50 anos, porque estão em risco.

Ontem, logo após ser empossado, Michel Temer, em seu primeiro pronunciamento, anunciou duas medidas de que seu governo já vinha falando no período de interinidade: a reforma trabalhista e a reforma da previdência.

No mesmo dia de ontem, quase ao mesmo tempo, uma matéria no site da Folha de S. Paulo confirmava outra informação já ventilada no período da interinidade, sobre a qual o governo havia desconversado naquele período: o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, estuda rever a legislação para reduzir os benefícios do Sistema Único de Saúde – SUS e os gastos que a Constituição torna obrigatórios com a saúde.

São medidas que atingem em cheio os trabalhadores e a população em geral, de menor renda:

– Temer diz que a reforma trabalhista visa garantir empregos. Não irá garantir! Irá precarizar ainda mais. A principal mudança prevista é acabar com uma proteção fundamental do direito trabalhista, onde se garante que as negociações entre patrões e empregados só se realizem para ampliar salários, direitos e benefícios, nunca para diminuí-los. Desse modo podem acabar com benefícios já previstos em acordos anteriores e negociar redução de direitos previstos legalmente. Isso se chama “primado do negociado sobre o legislado”.

– Com a reforma da previdência, o governo pretende aumentar a idade mínima para as aposentadorias, atualmente estabelecidas em 65 anos de idade para os homens e 60 anos para as mulheres. O governo diz que há déficit nas contas da Previdência, mas para isso só calcula a receita da contribuição ao INSS dos trabalhadores, empregadores, autônomos, trabalhadores domésticos, chamada de contribuição previdenciária e nas despesas calcula o total do gasto com os benefícios de pensão, aposentadoria, auxílios como auxílio doença, auxílio-maternidade e auxílio-acidente. Com esse cálculo existe déficit. Ocorre que a Constituição prevê a previdência social como parte do sistema de seguridade, alimentado por vários tributos existentes para esse fim. Na receita da previdência devem ser inclusos também os recursos provenientes da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL), Contribuição sobre o Financiamento da Seguridade Social (CSLL) e do PIS-Pasep. Se forem consideradas essas outras fontes, não há déficit.

– Em relação ao SUS, apesar de suas falhas, é uma das mais importantes políticas sociais, conquistada a duras penas no Brasil e invejada em muitos países. Um governo sem voto e um ministro que nem de saúde entende deveriam colocar como prioridade destruir conquistas constitucionais e sociais?

Quem ganha com essas propostas?

– Ganham os empresários em geral, que terão como reduzir seus custos, ampliando a competitividade e os lucros;

– Ganham os empresários do sistema privado de previdência, que terão seu campo de negócios de aposentadoria ampliado pela procura de quem puder pagar para se aposentar antes e por aposentadoria complementar no futuro;

– Ganha o setor privado de saúde, se diminuírem os benefícios e atendimentos do SUS;

– Ganha o próprio governo, que quer gastar em outras políticas, sabe-se com que prioridades, pois não foram submetidas ao voto popular.

Tudo isso não é invenção de quem não gosta do governo de Michel Temer, nem partidarismo. São fatos que virão, se não houver reação popular.

 

AUDIÊNCIA PÚBLICA VAI DEBATER O PACOTAÇO DE BETO RICHA

Audiencia publica 30 08 15AUDIÊNCIA PÚBLICA LOTADA QUESTIONA PACOTE DE BETO RICHA

Publicado em 31 de agosto de 2016por coletivocopel

Com o auditório da Assembleia Legislativa (AL) lotado por cidadãos, representantes sindicais e movimentos sociais, aconteceu na manhã de ontem, terça-feira 30/08, a audiência pública que discutiu o pacote de medidas que o governo do Paraná enviou com o pretexto de realizar um novo ajuste fiscal. A audiência foi convocada graças principalmente à articulação feita pelo COLETIVO CSEC junto aos deputados.

Na mesa da audiência pública, colocando suas posições sobre o pacote, estiveram o Diretor Geral da Secretaria da Fazenda do governo estadual, George Tormin, o ex diretor de finanças da Copel Antônio Rycheta Arten, o Presidente da Comissão de Direito Tributário da OAB-Paraná, Fábio Artigas Grillo e o Presidente da Faciap – Federação das Associações Comerciais e Empresariais do Estado do Paraná, Guido Bresolin Junior.

Também presentes compondo a mesa os deputados Tadeu Veneri (PT), que coordenou a audiência, Maurício Requião Filho (PMDB), Péricles Mello (PT), Tercílio Turini (PPS), Evandro Araújo (PSC), Márcio Pacheco (PPL) e Claúdio Palozzi (PSC). Tiveram presença marcante na audiência, tomando posição, os sindicatos que representam os copelianos, em especial os que compõem o COLETIVO CSEC, os sindicatos que representam os trabalhadores da Sanepar, a APP-Sindicato e a Federação Nacional dos Urbanitários – FNU.

PACOTAÇO FOI TRANSFORMADO EM SEIS PROJETOS

O deputado Péricles Mello, que representa a oposição na Comissão de Constituição e Justiça da AL, informou que os 20 temas contidos no projeto inicial enviado pelo governo foram divididos em seis projetos, após o governo ter feito um acordo com setores empresariais que compõem o chamado G7, onde estão as sete maiores federações empresariais do estado. Na opinião do Deputado, esse rearranjo pouco mudou os males que provoca o pacote de medidas, como o risco de venda de ativos das empresas estatais.

Nos seis projetos que agora compõem o pacote de medidas, o governo pretende alterar as legislações que tratam dos impostos ICMS, ITCMD e IPVA; aprovação de reforma no Conselho de Contribuintes, órgão ligado à Receita Estadual que tem como atribuição julgar recursos de cidadãos e empresas que são cobrados indevidamente pelo Estado; criação de taxas para empresas pelo uso e exploração de água e minério; autorização para a venda de ações da Copel e Sanepar e imóveis de empresas públicas sem prévia autorização dos deputados estaduais e autorização para o contrair empréstimos e renegociar dívidas do Estado com a Copel e Sanepar.

AÇÃO DO GOVERNO CAUSA INDIGNAÇÃO

Defendendo as medidas do governo, falou na audiência George Tormin, Diretor Geral da Secretaria da Fazenda. Para ele, o pacote está dentro da tendência geral entre os estados brasileiros e a nível federal, de realizar programas de ajuste fiscal. Tormin defendeu a liberação para a venda bens da Copel e da Sanepar, prevista no pacote, como forma de dar autonomia para as duas empresas se administrarem, argumentando que elas são “independentes” do orçamento estadual. Em relação a vender ações, para o representante do governo, “é irrelevante” o estado deter 51% das ações das estatais, desde que mantenha o controle acionário das duas empresas.

Os argumentos do representante do governo causaram indignação entre os sindicatos que representam copelianos e saneparianos. As entidades sindicais estão enfrentando a intervenção do CCEE – Comitê de Controle das Empresas Estatais nas negociações, vigiando e segurando a possibilidade de recomposições salariais e avanços na participação em lucros e resultados e consideram que essa intervenção é algo bem diferente da independência de que o governo Beto Richa só fala quando lhe interessa.

O representante da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB-PR, Fábio Artigas Grillo, disse que já era esperada uma nova etapa de ajuste fiscal da parte do governo, mas que não imaginava que viria na forma do pacotaço, que ele classificou como “um festival de inconstitucionalidade”, a começar pelo rito de urgência para a tramitação na Assembleia Legislativa. “Não há justificativa para que tramite em regime de urgência”, afirmou. Para o representante da OAB, medidas que têm características de impostos devem ter outro tipo de trâmite, diferente do pretendido pelo governo. Há outras ilegalidades, na visão do representante da OAB, como taxar ICMS sobre empresas classificadas no Simples Nacional.

Um dos posicionamentos mais impactantes na audiência pública foi o do ex-diretor de Finanças, Relações com Investidores e de Controle de Participações da Copel Antonio Rycheta Arten. Ele projetou aos presentes um quadro mostrando como o estado do Paraná está perdendo o patrimônio acionário da empresa. Em 1994, o estado detinha 85% das ações da Copel, contra 15% das ações que pertenciam a outros acionistas. Em 1996, a partir do governo Lerner, que durou de 1995 até 2003, essa equação começou a mudar. O estado passa a deter 65% das ações e 35% delas pertencerem a acionistas privados. Em 1997 já muda a situação acionária, com o estado passando a deter 45% das ações e os acionistas privados a deterem 65%. De 1998 até os dias atuais, a situação acionária é de 31% das ações pertencendo ao estado do Paraná e 69% aos acionistas privados.

Embora essa perda de participação mostrada no quadro não signifique perda de controle acionário pelo estado, que ainda detém a maioria das ações com direito a voto nas decisões, aponta com clareza que o governo Lerner acelerou a venda de ações, que foi estancada no governo Requião e enfrenta agora as continuadas tentativas de Beto Richa em retomá-las.

As falas dos deputados que compuseram a mesa na audiência pública foi marcada pela crítica ao pacote de medidas do governador. Elas lembraram que já houve, em abril, o saque de recursos da previdência dos servidores e professores e agora veio outro pacote fiscal, sinalizando que Beto Richa governa mandando a conta para trabalhadores do setor público e para a sociedade paranaense, às custas de altas taxas e dilapidação do patrimônio público. O ponto central do pacote está localizado, na visão dos deputados do bloco independente e da oposição, em a venda das ações da Copel e Sanepar.

O deputado Evandro Araújo criticou como cínico o comportamento do Secretário da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. “Nós abrimos um debate bem intencionado aqui na Assembleia Legislativa sobre a situação fiscal, mas ele nos trata com cinismo e salto alto. Não dialoga.” Já o Deputado Tercílio Turini criticou a postura política do governador: “Se na eleição um candidato dissesse que iria colocar a mão na previdência dos servidores, promover o maior aumento das tarifas de água e energia do país e vender ações e patrimônio da Copel e Sanepar, seria eleito?”

COLETIVO CSEC SE POSICIONA CONTRA O PACOTE E LIDERA MOBILIZAÇÃO

Claudeir Fernandes, do STEEM

Pelos sindicatos do COLETIVO CSEC, falaram na audiência pública Claudeir Fernandes, do STEEM (Eletricitários de Maringá), Sandro Adão Ruhnke, do SINDEL (Eletricitários de Londrina) e Cícero Martins Jr, pelo Senge-Pr (Engenheiros), ressaltando que a Copel é uma construção de seus trabalhadores e do povo paranaense, tornando-se fundamental ao desenvolvimento do estado, não podendo ficar disponível para o interesse passageiro de qualquer governo. Para os representantes sindicais, Beto Richa

Sandro Ruhnke, do SINDEL

está governador, mas não está autorizado nem tem legitimidade para abrir mão de ativos e deste patrimônio público.

Ao final da audiência pública, marcado por protestos contra Beto Richa e seu secretário da fazenda, os sindicatos e movimentos sociais se reuniram, traçando os rumos da luta contra o chamado Pacotaço. Duas frentes de mobilização foram criadas: uma frente parlamentar, que vai atuar junto aos deputados, outra frente

Cícero Martins, do SENGE-PR

popular, que vai organizar audiências públicas nas Câmaras Municipais das principais cidades paranaenses, mobilizando lideranças políticas e sociais para pressionar os deputados a se posicionarem contra o pacote. A proposta é realizar essas audiências nas próximas semanas, antes que os projetos com as medidas entrem em votação na AL.