CENÁRIO ECONÔMICO DA COPEL FOI TEMA DE DEBATE NA TARDE DE NEGOCIAÇÃO

CENÁRIO ECONÔMICO DA COPEL FOI TEMA DE DEBATE NA TARDE DE NEGOCIAÇÃO

O início da tarde de negociações desse dia 21/09 entre os sindicatos e a empresa foi marcado por um debate de cenário da situação econômica e financeira envolvendo a Copel e as empresas do setor elétrico, antecedendo a apresentação da proposta salarial pela empresa, que deve acontecer amanhã.

A exposição da Copel foi feita por Adriano Fedalto, responsável pela contabilidade da holding, que abordou o ambiente de negócios em torno da geração, da transmissão e da distribuição, além do universo da Copel Telecom.

O ano de 2016 foi diferente em termos de negócios de geração, com uma retração, onde em 2015 houve faturamento de R$ 2 bilhões com negócios de geração e neste ano não houve faturamento positivo. Há oferta abundante de energia e as termelétricas estão paradas, comentou Adriano Fedalto. O desafio, segundo ele, é buscar ampliar a venda de energia no mercado livre.

Em termos de transmissão, houve a contabilização positiva de R$ 1,355 bilhão (R$ 977,8 milhões na Receita Operacional Líquida e R$ 645,3 milhões no Lucro Líquido), em função da contabilização de recebíveis referentes a indenização pelos ativos de transmissão da Rede Básica de Sistema Existente – RBS, anteriores a maio de 2010. A entrada de receitas relativa a essa contabilização, entretanto é lenta e virá apenas nos próximos anos, alertou o analista da Copel.

Há expectativa de entrada de receitas vindas de geradoras que estavam em construção, consumindo recursos e agora estão entrando em funcionamento, como é o caso das SPE’s de Matrinxã e Guaraciaba, mas essa arrecadação é ainda para o futuro do caixa da empresa.

Em termos de distribuição, houve a renovação dos contratos de concessão da Copel, o que é positivo. No entanto, esse segmento da Copel registrou prejuízo de R$ 100 milhões no primeiro semestre, com queda de receitas. As entradas compensatórias virão no segundo semestre de 2016.

A Copel Telecom, por sua vez, tem crescido como negócio e em sua carteira de clientes. Registrou um aumento de 50 mil consumidores de varejo em 2016.

Adriano Fedalto posicionou em sua exposição também a preocupação com a provisão que a Copel está fazendo para contingências, da ordem de R$ 200 milhões em 2016, que exige a retenção de ativos financeiros. Essas contingências orçamentárias são para gastos com tributos, gastos cíveis com demandas judiciais de consumidores e gastos com ações trabalhistas. As ações trabalhistas ocupam R$ 40 milhões do total.

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