DIEESE DEFENDE GANHOS SALARIAIS REAIS EM 2016

DIEESE DEFENDE GANHOS SALARIAIS REAIS EM 2016

ganho realO Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos – DIEESE completou 60 anos de existência em dezembro de 2015. Ao longo de seis décadas se tornou reconhecido nacional e internacionalmente como uma instituição de estudos, realizando análises sobre níveis salariais, emprego, renda, desenvolvimento econômico, políticas públicas, políticas sociais e negociações entre empresas e trabalhadores. Os estudos do DIEESE são geralmente desenvolvidos para o movimento sindical de trabalhadores, entidades da sociedade civil e mesmo para órgãos governamentais.

A história do DIEESE lhe conferiu respeitabilidade para opinar sobre os caminhos para o Brasil neste ano de 2016. Em estudo divulgado em novembro de 2015, e projetando perspectivas para 2016, uma das conclusões do DIEESE vai na contramão do que querem os empresários. Enquanto eles falam em flexibilizar e terceirizar empregos, demitir trabalhadores e reduzir salários, o estudo afirma que as coisas melhoram no país se os trabalhadores tiverem ganhos salariais reais em 2016.

Para o DIEESE, se houver achatamento do salário real, com a não negociação de aumentos reais, pode se agravar ainda mais a situação da economia, com o desaquecimento do mercado interno. Segundo o DIEESE, o peso da despesa com pessoal no custo total das empresas, de modo geral, é baixo e a conversa de que é necessário reduzir salários, principalmente no caso das grandes empresas, não é verdadeiro. Outros impactos de custo, como juros, câmbio e energia, por exemplo, são muito mais significativos, diz o DIEESE.

Os ganhos reais de salários e a melhoria da distribuição de renda são conquistas essenciais dos trabalhadores brasileiros na última década. Uma pesquisa do IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, realizada em 2013, apontou que 74,4% da renda familiar brasileira vem do trabalho. Os ganhos reais de salários possibilitam a ampliação do nível de renda das famílias, e têm sido o pilar da melhoria da distribuição de renda no Brasil nos últimos anos, o que significa que elevações nos salários têm efeito imediato no bem-estar da família, envolvendo saúde, educação, alimentação e habitação e são também ativadores imediatos da economia, no consumo de alimentos, vestuário, eletrodomésticos e serviços.

Não há economias desenvolvidas sem mercados consumidores robustos, afirma o DIEESE. Para esse órgão de pesquisa, uma das razões das crises atuais no mundo é a incapacidade das sociedades de manter e ampliar a atividade econômica, em função do desemprego e da queda da renda. O aumento dos salários garante que a recuperação econômica seja antecipada, impedindo um ciclo vicioso de aumento do desemprego, queda nos salários reais e redução do consumo e da produção.

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