ELETRICITÁRIOS DO SISTEMA ELETROBRAS FARÃO GREVE PELA PLR A PARTIR DE 1 DE JUNHO

PLRELETRICITÁRIOS DO SISTEMA ELETROBRAS FARÃO GREVE PELA PLR A PARTIR DE 1 DE JUNHO

 

 

 

Publicado em 28 de maio de 2015 por coletivocopel

Se não houver melhora na proposta de Participação nos Lucros e Resultados – PLR apresentada pela Eletrobras, os eletricitários das empresas ligadas ao sistema, entre elas Furnas e Eletrosul, na Região Sul, entrarão em paralização por tempo indeterminado a partir do dia 1 de junho. As negociações estão emperradas porque a proposta apresentada pela holding na última reunião de negociação, acontecida em 21 de maio, é considerada indecente e desrespeitosa pelo Coletivo Nacional dos Eletricitários – CNE e pelas assembleias de trabalhadores.

A proposta da empresa foi o pagamento de 70% de uma remuneração, o que significa apenas 35% do que os trabalhadores reivindicam. Para o Coletivo Nacional dos Eletricitários e a Federação Nacional dos Urbanitários – FNU, que representam a categoria, a proposta mostra o descompasso da atual direção da Eletrobras, que deveria sair do conforto dos escritórios e reconhecer a importância dos trabalhadores na gestão e no futuro do sistema elétrico ligado a holding.

A Eletrobras tem alegado dificuldades financeiras, argumento que a categoria rechaça, porque os trabalhadores conhecem os resultados operacionais e sabem que são positivos. Não aceitam que problemas de gestão recaiam sobre eles. O Coletivo Nacional dos Eletricitários e a FNU estão realizando uma frente de conversas e articulação junto ao governo federal, ao Ministério de Minas e Energia e aos deputados e senadores, esclarecendo, argumentando e mobilizando em favor da melhoria da proposta da Eletrobras.

Os eletricitários ligados ao sistema veem na paralização a partir do dia 1 de junho uma forma de sensibilizar e pressionar em favor melhorias na proposta de PLR. Consideram que se abaixarem a cabeça agora, estarão permitindo um rebaixamento nas expectativas de negociação da PLR em todos os anos futuros.

Os sindicatos do Coletivo Sindical da Copel estão solidários a essa mobilização e chamam atenção dos copelianos para que acompanhem e se solidarizem também.

 

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