FUNDAÇÃO COPEL EXPLICA AOS SINDICATOS INTENÇÃO DE NOVO PLANO PREVIDENCIÁRIO

FUNDAÇÃO COPEL EXPLICA AOS SINDICATOS INTENÇÃO DE NOVO PLANO PREVIDENCIÁRIO

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Uma reunião entre os sindicatos que representam os copelianos e representantes da Fundação Copel aconteceu dia 05/07 em Curitiba, em função de preocupações com a possibilidade de haver inclusão da carteira de participantes da ParanáPrevidência na Fundação Copel, bem como possíveis mudanças no estatuto e em modalidades de planos da Fundação. Representando a Fundação Copel estiveram na reunião o Presidente Lindolfo Zimmer, o Diretor Financeiro José Carlos Lakoski e a Diretora de Administração e Seguridade, Cláudia Cristina Cardoso de Lima, além de membros do corpo técnico da Fundação.

 

Os representantes da Fundação Copel informaram não haver qualquer estudo visando a inclusão da carteira da ParanáPrevidência na Fundação Copel. Segundo eles há, inclusive, impossibilidade jurídica de se fazer tal inclusão, à medida em que a Paranaprevidência opera em regime próprio para servidores públicos, nas modalidades praticadas pela União, estados e municípios, enquanto a Fundação Copel funciona em regime de previdência complementar.

Já em relação a instituir-se novas modalidades de planos e realizar mudanças estatutárias para isso, os representantes da Fundação informaram haver, sim, uma proposta em estudo para ofertar um novo produto, na modalidade de “plano instituído”. A intenção é a Fundação abrir um plano para Convênios de Adesão de novos participantes na Fundação, não vinculados a Copel como patrocinadora. Este novo plano seria ofertado através de “instituidoras”, à parte do plano de previdência da patrocinadora, conforme a legislação preconiza.

Os representantes da Fundação Copel argumentam que existe necessidade de oferecer novos serviços, pela tendência de diminuição dos funcionários próprios da Copel, que pode afetar a arrecadação e a sustentabilidade da Fundação. Com a tendência de ampliação do mercado de planos de previdência, em função da insegurança quanto ao futuro das aposentadorias custeadas pela Previdência Social, argumentam que ofertar a modalidade de plano instituído seria uma boa alternativa, porque a Fundação tem boa estrutura e moral para competir nesse mercado.

Segundo as informações prestadas aos sindicatos, não haveria nenhum risco para a previdência dos copelianos, nem para o plano de saúde, uma vez que estes benefícios permaneceriam separados administrativamente do novo plano. Nesse novo plano, feito para adesão de outros grupos, os recursos aportados e rendimentos obtidos seriam exclusivamente do indivíduo participante, que poderá resgatar todo o investimento assim que queira, e aportar ou gastar tanto quanto ache necessário.

SINDICATOS QUEREM TRANSPARÊNCIA E SEGURANÇA PARA OS COPELIANOS

Na opinião dos sindicatos, é fundamental que mudanças estatutárias e a implantação de novos planos na Fundação sejam propostos e encaminhados com transparência para o conhecimento amplo dos participantes e tomada de posição consistente e democrática pelo Conselho Deliberativo da Fundação.

Os sindicatos cobraram que a abertura da Fundação para novos mercados se faça se houver concordância dos trabalhadores copelianos, sem atitudes de gabinete. Registram que a reunião do dia 05, por exemplo, só ocorreu após boatos sobre mudanças aguçarem a curiosidade e despertarem temor entre os trabalhadores. Foi a pressão pelas redes sociais e a ação dos sindicatos que levou a Fundação Copel a se explicar perante as entidades que efetivamente representam os trabalhadores.

Os sindicatos temem que abrir muito a Fundação para novos participantes (segundo a Fundação, almejam algo em torno de 100 mil pessoas) possa trazer capital, mas também o controle privado e a dependência externa. Por isso consideram importante que as novas participações sejam implantadas de forma controlada e administrável.

Para as entidades sindicais, as mudanças estatutárias devem garantir proteção e independência contra qualquer tentativa de controle sobre a gestão da Fundação por grupos privados que venham a aderir ao Plano. Também cobram formas dos copelianos acompanharem a contabilidade advinda desse novo plano, conhecendo a situação de gestão da Fundação.

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